LLX prossegue com obras no Superporto do Açu

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A LLX já retomou as obras no Superporto do Açu, em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. Os manifestantes que bloqueavam a principal via de acesso ao porto já desobstruíram a passagem e o turno de trabalhadores da noite já está no local para continuar as obras.

O fim da manifestação aconteceu depois de uma reunião, no fim da tarde de hoje, entre representantes de trabalhadores rurais que tiveram terrenos desapropriados para a construção do porto e da retroárea e a presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Conceição Ribeiro.

A Codin é o órgão público responsável pelas indenizações pela desapropriação das áreas para instalação da retroárea. Conceição explicou que a reunião de hoje, que durou mais de cinco horas, serviu para abrir um canal de comunicação que já existia e que não era enxergado pelos agricultores e residentes das regiões que serão desapropriadas.

“Abrimos o canal de comunicação. Eles têm o direito de ir e vir para saber sobre o processo. Melhoramos o diálogo”, disse Conceição.

Entre as propostas aprovadas hoje estão a criação de um posto de atendimento da Codin próximo da área onde estão as famílias afetadas e o compromisso de que nenhuma família será desalojada até que a Fazenda Palacete – onde serão instaladas as famílias residentes – esteja pronta. Também foi marcada uma nova reunião em 16 de maio para discutir o andamento do processo.

Conceição negou que houvesse problemas com as indenizações pagas até o momento. Segundo ela, as desapropriações acontecem nas áreas onde serão instalados o estaleiro a ser construído pela OSX e Hyundai e a siderúrgica da Ternium. No local, de 21 mil quilômetros quadrados, há apenas 15 famílias residentes, sendo que nenhuma foi desapropriada até o momento.

Conceição explicou que a primeira fase de desapropriações afetará cerca de 150 propriedades e a Codin ouviu cerca de 70% dos representantes, que não reclamaram dos valores. Em 2005, o valor pago por um alqueire na região era de R$ 14 mil e as desapropriações feitas até o momento pela Codin na região saíram pela média de R$ 90 mil por alqueire, o que totalizou R$ 14 milhões por 40 propriedades.

Fonte: Rafael Rosas / Valor

Por Caê Mahan

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