Petrobras caiu no conto do vigário e agora aperta PDVSA

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A Petrobras encaminhou carta de alerta à Petróleos de Venezuela (PDVSA), na qual informa que se, nos próximos três meses, a estatal não liberar a verba prometida para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ela não será mais sócia do empreendimento.

“A PDVSA tem até agosto para assumir a dívida contraída no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ou seja, 40% dos 10 bilhões de reais e fazer os aportes necessários. É preciso ter aporte de recursos dos sócios a partir de agosto”, advertiu o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

A associação da Petrobras com a PDVSA na obra, que já está 35% concluída, teve início no Governo Itamar Franco. A princípio, a Petrobras seria sócia majoritária (60%), a PDVSA ficaria com 35% e a empresa privada brasileira Renor com 5%. Em 2008, o governo brasileiro acordou com o venezuelano que o petróleo a ser refinado seria fornecido em partes iguais pelos dois países.

O termo assinado em 2008 prevê ainda que a Petrobras receberá direitos de exploração de petróleo na principal região petrolífera da Venezuela: a Faixa do Orinoco. No entanto, desde novembro de 2010, a Petrobras espera do governo venezuelano o dinheiro prometido para a refinaria, que será a primeira a ser construída com tecnologia totalmente nacional.

A estatal brasileira considera que Abreu e Lima será a refinaria brasileira mais moderna, capaz de processar 100% de petróleo pesado com o mínimo de impacto ambiental e produzir combustíveis com teor de enxofre menor do que o exigido pelos padrões internacionais mais rígidos.

Com as informações – Brasilia Confidencial

Por Rodrigo Cintra

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