Obama entra na dança e quer mais petróleo

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“Acredito que devemos expandir a produção de petróleo na América, ao mesmo tempo que mantemos os padrões ambientais e de segurança aprovados depois da maré negra de 2010″, disse o Presidente americano na sua mensagem semanal pela rádio, vista como uma concessão aos que o acusam de dificultar a auto-suficiência energética do país, numa altura em que as revoltas do mundo árabe empurram os preços dos produtos refinados. Nas bombas, a gasolina atingiu os quatro dólares por galão (0,75 euros por litro), fazendo subir a inflação, ameaçando tornar-se um dos temas dominantes da pré-campanha para as presidenciais de 2012.

Nos últimos dias, a Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos, aprovou três leis destinadas a expandir e acelerar a exploração de petróleo e gás nas costas dos EUA, acusando Obama de ter criado entraves desnecessários a uma actividade que é essencial à retoma do país e à criação de empregos. Mas a Casa Branca, afirma que a legislação é pouco exigente na imposição de procedimentos de segurança às companhias petrolíferas.

O que o Presidente agora propõe é a realização de leilões anuais para exploração de novos lotes na Reserva Nacional Petrolífera do Alasca, distante das zonas de maior interesse ecológico, e a agilização dos estudos sismológicos e de impacto ambiental à perfuração na costa Sul e Central do Atlântico, revertendo uma moratória imposta pela sua Administração e que só deveria expirar em 2018, recorda o New York Times. Obama revelou ainda que serão prolongadas as licenças já atribuídas no Golfo do México e que se mantêm inactivas devido à moratória à exploração petrolífera a grande profundidade decidida após a explosão na plataforma Deepwater Horizon.

Apesar das concessões, é pouco provável que estas iniciativas tenham efeito a curto prazo no aumento da produção e, em consequência no preço dos combustíveis. Para responder a essas preocupações, Obama anunciou que o Departamento de Justiça criou uma task-force para investigar alegadas manipulações do mercado e reafirmou que pretende anular os incentivos fiscais de quatro mil milhões de dólares concedidos anualmente à indústria petrolífera. Este é um valor “muito elevado numa altura em que os americanos mal têm dinheiro para encher os depósitos”.

Com as informações – Público (Portugal)

Por Rodrigo Cintra

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