Dragagem do Potengi deve ser concluída em Junho

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A movimentação de cargas no Porto de Natal poderá superar este ano o volume alcançado em 2010, ano considerado atípico e em que, só no primeiro quadrimestre, foram movimentadas 570 toneladas no terminal. A estimativa da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), responsável pela administração do porto, é que a dragagem do Potengi, que estava prevista para maio, mas deverá ficar pronta só em junho, ajude a impulsionar os números e a atrair novas empresas. O serviço de dragagem está ampliando a profundidade do rio e deverá permitir que, com isso, o porto receba embarcações maiores.

No primeiro quadrimestre do ano, foram movimentadas 570 toneladas de carga no Porto de NatalNo primeiro quadrimestre do ano, foram movimentadas 570 toneladas de carga no Porto de Natal.

Entre janeiro e abril deste ano, a movimentação de cargas no Porto caiu 24% em relação ao mesmo período do ano passado. “Mas o primeiro quadrimestre de 2010 foi considerado atípico, e por isso, não pode servir de parâmetro”, diz a Codern. O ano foi considerado atípico porque cargas que só seriam transportadas no segundo semestre foram antecipadas para o início do ano e ‘desequilibraram’ o cronograma.

Apesar da queda registrada em 2011, a Codern afirma que poderá superar a quantidade de cargas transportadas em 2010.  Apesar das dificuldades encontradas para escoar a produção, o volume movimentado pelo Porto de Natal, principalmente no primeiro quadrimestre do ano, tem crescido, em relação a anos anteriores. Em 2008, foram movimentados 139.118 toneladas, entre janeiro e abril. Em 2009, 139.706 toneladas. Em 2010, 231.535 toneladas. Pelo porto de Natal, passam desde abacaxi até eletrodomésticos.

A obra de dragagem, financiada pelo governo federal, se encontra na fase final e deverá aumentar a profundidade do Rio Potengi em 2,5 metros, passando de 10 para 12,5. “Estamos passando um ‘pente fino’ e verificando a existência de pedras ou rochas no fundo do rio”, esclarece Emerson Fernandes, presidente da Codern. Embora tenha divulgado outros prazos, Emerson esclarece que o prazo previsto no contrato sempre foi maio, com chances de ser prorrogado até junho. “No início, alimentamos a expectativa de concluir a obra antes do prazo, o que não ocorreu”, explica.

Perspectiva é ganhar mais competitividade

Com a dragagem concluída, o Porto de Natal fica mais competitivo e passa na frente de outros portos brasileiros, como o de Cabedelo, na Paraíba, e o de Recife, em Pernambuco, que têm profundidade menor e águas mais agitadas, de acordo com estimativas da Codern. O aumento na profundidade, segundo Emerson, servirá de atrativo para novas empresas armadoras e atrairá navios maiores, que atualmente navegam pela costa, mas não entram no Porto de Natal.

Segundo Emerson, não será necessário negociar a vinda de novos armadores. “Na hora que começarmos a  divulgar nossa nova profundidade, que passará de 10 m para 12,5 m, atrairemos navios maiores naturalmente”. Para Emerson, o Porto de Natal precisava apenas desse ‘empurrãozinho’.  “Com a antiga profundidade, muitos navios não conseguiam entrar”, explica.

Após concluída a dragagem, a Codern se reunirá com a Capitania dos Portos para definir o tamanho e o peso dos navios que poderão entrar no porto. A dragagem é uma espécie de visto, que credencia o Porto de Natal a entrar na rota da cabotagem, sistema de navegação que reduz custos e aumenta a competitividade dos produtos. A Codern ainda aguarda a finalização de um estudo da Secretaria da Pesca que indicará que portos entrarão nesta rota. Embora ainda não tenha prazo para ser concluído, Emerson afirma que o Porto de Natal é ‘o primeiro da lista’. “Este estudo está sendo feito desde a gestão passada e continua sendo feito na gestão do ministro Leônidas Cristino”.

Segundo Emerson, o projeto sairá do papel quando as empresas armadoras colocarem mais navios na rota. “Se a cabotagem ainda não saiu do papel, é porque as empresas não colocaram navios nestas linhas como estava previsto. Na hora que tivermos mais navios na cabotagem, seremos inseridos na rota”. Com este tipo de navegação, os exportadores podem economizar até R$4 mil por conteinner, geralmente descarregado em portos como Suape e Pecém e transportado até o RN em caminhões. Os produtos ficariam mais baratos para o consumidor e poderiam competir de igual para igual fora do País.

Com as informações – Tribuna do Norte

Por Rodrigo Cintra

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