Savannah – O primeiro navio à vapor a atravessar o Atlântico

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Na segunda metade do século 19, tornou-se cada vez mais clara a supremacia do navio a vapor sobre as caravelas. Em 1807, Robert Fulton, dos Estados Unidos, conseguira uma façanha. Seu barco de rodas Clermont foi equipado com um motor a vapor inventado por James Watt. A nova engenhoca mostrou-se rentável e passou a ser empregada na navegação fluvial e costeira.

O pioneiro na travessia de longas distâncias foi o Savannah, que em 1819 levou quase um mês de um lado a outro do Oceano Atlântico, entre os Estados Unidos e a Inglaterra. Sua máquina, no entanto, esteve em funcionamento apenas durante 85 horas. No resto do tempo, a propulsão foi através das velas.

Depois de uma pausa de quase 20 anos, em 1838 logo dois navios ingleses a vapor completaram a travessia em Nova York. O Sirius chegou primeiro e, seis horas mais tarde, atracou o Great Western. Era a confirmação do início da era do navio a vapor, que marcou a independência da navegação dos ventos.

Transporte de correspondência 

Na Inglaterra começaram a ser criadas as primeiras companhias marítimas para viagens aos continentes distantes da Europa. A travessia regular dos oceanos foi iniciada pelos chamados navios postais a vapor. Era um negócio lucrativo para as companhias marítimas, que recebiam subvenção estatal para o transporte de correspondência.

Mesmo nessa época, as velas ainda eram imprescindíveis, pois os motores a vapor não estavam tão desenvolvidos a ponto de garantirem a travessia de um oceano. Com o passar do tempo e o aperfeiçoamento da máquina é que as velas começaram a desaparecer dos transatlânticos.

Com as informações – Deutsche Welle

Por Rodrigo Cintra

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