Rio de Janeiro consolidando-se como líder no setor naval

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Apoio à implantação e ampliação de estaleiros, capacitação de mão de obra e adensamento da cadeia de fornecedores são alguns exemplos de políticas públicas realizadas pelo Governo do Estado no intuito de manter a liderança da indústria naval. O Rio está a todo vapor e quer dar continuidade ao crescimento no setor. São mais de 15 estaleiros no estado, com previsão de instalação de mais cinco.

A meta é manter os estaleiros aquecidos e competitivos. Para isso, o estado tomou como medida a desoneração do ICMS do aço importado para construção de embarcações. O governo também está atuando junto à Petrobras para colocar encomendas nos estaleiros fluminenses, como, por exemplo, a P-56. E tem viabilizado novos empreendimentos, como o estaleiro da Marinha e o polo de Barra do Furado, um complexo industrial liderado pela construção de barcos de apoio às plataformas de petróleo no mar (offshore), no Norte Fluminense, e subsidiado pelo estado.

Na gestão do governador Sérgio Cabral foi criado o Fórum da Indústria Naval, que inclui os sindicatos e representantes dos empregados e dos estaleiros, e que deu voz aos trabalhadores possibilitando a solução de impasses. O empenho para a revitalização do Estaleiro Inhaúma, ex-Ishibrás, é mais uma demonstração da preocupação do governo com os trabalhadores dos estaleiros fluminenses.

O Rio emprega atualmente mais de 25 mil profissionais no setor naval e nos seus diversos estaleiros produz navios mercantes, navios de apoio portuário, navios militares e plataformas offshore, tornando-se o estado com maior verticalização de produção no país. Entre os principais projetos previstos está a produção de 48 navios, 14 módulos, cinco plataformas, duas balsas e duas barcaças.

A maior concentração de estaleiros no estado fica na Região Metropolitana, principalmente em São Gonçalo e Niterói. STX Europe, Aliança, Renave/Enavi, Estaleiro Mauá, Cassinú, UTC, Transnave, Eisa, Rio Nave, Sermetal, Arsenal da Marinha, Setal, SRD Offshore, Brasfels e Mac Laren Oil são os estaleiros que compõem a indústria naval do Rio. Estão previstas as construções do Aliança Offshore, Estaleiro Alusa-Galvão, Inhaúma, Estaleiro OSX e o da Marinha.

Lazer – Outra medida importante é o apoio ao setor náutico. Em 2009, o governador decretou uma redução de 25% para 7% do ICMS para a indústria náutica e permite o diferimento do tributo na aquisição de insumos e de máquinas destinados a integrar o ativo fixo dessas empresas. A medida beneficiou a construção de embarcações de esporte e lazer, estimulou a geração de empregos e atração de novos investimentos.

“Abrimos a atração de investimento no turismo de lazer. Com isso, conseguimos trazer para o Rio duas grandes empresas de reconhecimento mundial na área de construção de barco de lazer. Serão mil novos empregos diretos”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno.

Futuro – Até 2020, o Rio pretende entregar 53 sondas, 504 barcos de apoio e especiais, 84 plataformas de produção, 85 jaquetas e TLWP e 30 navios petroleiros (Suezmax).

Entre as oportunidades para setor o governo oferece apoio portuário, cabotagem, navegação fluvial e interior, embarcações militares e offshore. Além de dar total apoio e incentivo às empresas Navipeças, que produzem peças para navios e são fornecedores diretos dos estaleiros.

Os principais incentivos do governo no setor são a isenção do ICMS, principalmente o ICMS do Aço; Fundo de Marinha Mercante (FMM); Produção e aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional (Finame); Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo (Prorefam); Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) e o Programa Empresa Brasileira de Navegação (EBN).

Números do setor

Empregados na construção naval: 25 mil profissionais

Principais projetos:
Produção de 48 navios, 14 módulos, 5 plataformas, 2 balsas e 2 barcaças

Total de estaleiros no Rio de Janeiro    15

Previsão de novos estaleiros    5

Incentivo ao setor:
Redução da alíquota de ICMS de 25% para 7%

Até 2020

Novas sondas    53

Barcos de apoio e especiais    504

Plataformas    84

Navios petroleiros    30

Pesca: estratégias para aumento da produção

A indústria pesqueira do Rio de Janeiro é uma das maiores do Brasil e o Governo do Estado, junto com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, está traçando estratégias para aumentar a produção do estado. Terminal pesqueiro, monitoramento da atividade e apoio às indústrias são algumas medidas que estão sendo planejadas. No primeiro trimestre deste ano foram registradas mais de 11 mil toneladas de peixes desembarcados. Niterói e São Gonçalo foram as cidades que registraram maior parte deste número.

Em agosto de 2010 foi estabelecido um convênio entre a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para a realização da estatística pesqueira no Rio. O monitoramento é feito em áreas de quatro cidades, Angra dos Reis, Niterói, São Gonçalo e Cabo Frio. No ano passado, de agosto a dezembro o desembarque foi de mais de 33 mil toneladas. A principal espécie capturada no estado é a sardinha-verdadeira. Em 2010 (nos meses em que o monitoramento ocorreu), ela foi responsável por quase 65% de todo o pescado desembarcado aqui.

O secretário de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, Felipe Peixoto, viajou esta semana para a França para conhecer dois polos tradicionais de pesca.

“Eu estou indo junto com mais dois técnicos para trocar experiência e tecnologia e estabelecer para aprimorar a área no estado. Estamos com várias estratégias para o estado como colocar em funcionamento centro de pesca artesanal em Niterói, desenvolver um terminal pesqueiro na região e investir na indústria de congelamento”, disse Felipe Peixoto.

O Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar), no Barreto, em Niterói, está em fase de finalização. O projeto promete tornar o pescado mais acessível ao baratear de 10% a 12% o preço ao consumidor final. A expectativa é atender mais de 7,5 mil pescadores da cidade e suas abrangências, como São Gonçalo. Além deste centro, o Ministério da Pesca e Aquicultura irá decidir sobre a área para o primeiro terminal pesqueiro público do Rio de Janeiro, que irá ficar ao longo da Baía de Guanabara. Segundo Felipe Peixoto, uma das áreas cogitadas é Itaoca, em São Gonçalo.

No estado, uma das principais indústrias no setor é a Coqueiro, do grupo PepsiCo, em São Gonçalo. São 1.200 funcionários, que produzem mais de 30 mil toneladas por ano.

Principais dados da indústria pesqueira

Toneladas de peixes capturadas no primeiro trimestre: 11 mil

Principal espécie pescada no estado: sardinha-verdadeira

Metas do Centro de Pesca Artesanal: Baratear entre 10 e 12% o preço do pescado e beneficiar 7.500 pescadores em Niterói e São Gonçalo

Com as informações – O Fluminense

Por Rodrigo Cintra

1 COMENTÁRIO

  1. O Governante ruim da década de 90, que distruiu a Industria Naval e levou o País a falência, ainda tem a cara de pau de criticar o grandes Estadista Luiz Inácio Lula da Silva que tirou o País do fundo do poço e elevou da décima quarta potência para quinta e botou esta Industria Naval entre as maiores do mundo, o Brasil foi salvo por um NORDESTINO que joje é um dos líderes mundiais mais respeitados do mundo e o seu antecessor, no anonimato, viva o Lula viva Dilma que esta corja que os antecederam num mais volte a governar o país.

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