Greenpeace invade navio de perfuração na Dinamarca

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Manifestantes do Greenpeace ocuparam um navio de perfuração ao largo da Groenlândia. Dois integrantes da Ong ambientalista subiram em um barco britânico a cerca de 90 km da costa da Groenlândia. A marinha dinamarquesa interceptou o navio de protesto do Greenpeace, Esperanza, após os manifestantes ocuparem o navio de perfuração Leiv Eiriksson e consideram mover uma ação judicial contra a entidade.

A ação é em protesto contra uma segunda temporada de testes de perfuração pela empresa escocesa, Cairn Energy, na Groenlândia. No verão passado, quatro alpinistas do Greenpeace ocuparam um outro equipamento operado pela mesma empresa em uma plataforma mais frágil e ficaram expostos por cerca de 30 horas antes de serem forçados a desistir pelo mau tempo.

O Greenpeace acusa o governo da Gronelândia e a empresa Cairn Energy por comprometer o frágil ambiente marinho do Ártico, através da perfuração de petróleo. A entidade alega que a região é tão arriscada e sensível que um vazamento de óleo poderia ser desastroso e extremamente difícil de resolver.

Ben Ayliffe, um ativista do Greenpeace a bordo do Esperanza, advertiu que um desastre semelhante ao derramamento do ano passado no Golfo do México poderia ser catastrófico. Depois de uma tempestade ao largo da Gronelândia na semana passada, ele havia visto “enormes icebergs saindo da névoa”. “Isso dá uma idéia dos riscos potenciais que a Cairn pode gerar por aqui”, disse.

O Greenpeace acredita que a Cairn Energy tem apenas 14 navios na área capazes de reagir a um derramamento, em comparação com 6500 embarcações utilizadas para limpar o Golfo do México. A própria empresa admitiu que pode demorar 37 dias para perfurar uma área de escape em caso de derramamento.

O Governo da Gronelândia rejeitou as críticas do Greenpeace e acusou o grupo por se opor à decisão democrática da Groenlândia de permitir a exploraração do petróleo, insistindo que suas normas de segurança são rígidas e têm base em regulamentos rigorosos de perfuração e em planos de emergência utilizados pela Noruega.

“É totalmente falsa a afirmação do Greenpeace de que não há nenhuma evidência de um abrangente plano de resposta caso haja vazamento de óleo”, disse Jorn Skov Nielsen, do gabinete da Groenlândia para exploração de minerais e petróleo.

Ele acrescentou que o governo tinha três níveis de “plano de resposta ao vazamento de óleo”, que incluem equipamentos de emergência em todos os navios de perfuração, navios de back-up em portos da Groenlândia e um “terceiro nível” de navios de apoio e equipamentos fornecidos por outros países.

Nielsen alegou que algumas partes do plano são confidenciais, como a localização do equipamento de emergência, porque, segundo ele, o Greenpeace, poderia tentar “desestabilizar” o planejamento do governo para emergência.

“Nós não queremos divulgar todos estes detalhes com o Greenpeace – como o tipo de informação que diz onde poderia se encontrar o equipamento de emergência. Pensamos que há um risco de que eles tentem desestabilizar o plano de emergência. Eles já mostraram claramente que estão dispostos a quebrar a lei”, disse.

A Gronelândia emitiu 20 licenças de perfuração para o próximo ano que permitirão a exploração da região pelas maiores companhias do mundo, incluindo Shell, ConocoPhillips, Statoil e Chevron. Estçao previstos a retirada de bilhões de barris de petróleo em suas águas.

A empresa Cairn disse que “respeita o direito dos indivíduos e organizações em expressar as suas opiniões de uma forma segura e pacífica”, mas se disse preocupada com “qualquer ação que apresente um risco para a segurança de pessoas e / ou de seu equipamento”. Fontes próximas à operação afirmam que as medidas de segurança da Groenlândia são mais exigentes do que aquelas usados ​​no Golfo do México.

Com as informações – Brasil 247

Por Rodrigo Cintra

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