OGX busca a liderança entre as companhias privadas

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A OGX, braço petroleiro do grupo EBX, tem números grandiosos. A empresa, que já investiu US$ 3,2 bilhões de 2007 até o primeiro trimestre deste ano, fará outro aporte de cerca de US$ 4,5 bilhões até 2013 na busca por petróleo e gás nas bacias onde atua. A OGX tem 29 blocos no Brasil – nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e na terrestre Parnaíba – e cinco na Colômbia.

Até 2015, a empresa pretende ter produção de 730 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia, tirados das Bacias de Campos e do Parnaíba. É uma arrancada e tanto para uma companhia que em outubro de 2011 começa a produção de 20 mil barris diários no complexo de Waimea, na Bacia de Campos, e que almeja a vice-liderança do setor em apenas quatro anos. “Seremos a segunda maior produtora do Brasil”, afirma o Diretor Geral da OGX, Paulo Mendonça.

O salto maior virá mais adiante: com base em seus recursos potenciais de 10,8 bilhões de barris de óleo equivalente, a empresa estima que a partir de 2019 terá condições de produzir 1,38 milhão de barris por dia. O incremento da produção virá em etapas. Na Bacia de Campos, a perspectiva é avançar para 50 mil barris diários no ano que vem e 150 mil barris diários em 2013.

“Além do desenvolvimento da Bacia de Campos, vamos ter, no final de 2012, a produção de 5,7 milhões de metros cúbicos de gás por dia na Bacia do Parnaíba”, observa Mendonça.

Há muito para arregaçar as mangas. Ele citou as áreas por desenvolver na Bacia de Santos, considerada uma das mais promissoras do país e onde a OGX já fez cinco descobertas: a mais recente em maio passado, no bloco BM-S-58, em águas rasas e a 105 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, próximo a outro achado da empresa.

Com agenda cheia em 2011, Mendonça conta que a OGX espera para as próximas semanas o início da perfuração de poços na Bacia do Pará-Maranhão. Os cinco blocos da companhia nesta bacia estão localizados a mais de 120 quilômetros da costa. Também este ano, a previsão é começar a perfurar na Bacia do Espírito Santo, em blocos operados pela Perenco.

Outra alta expectativa da OGX são os cinco blocos adquiridos em junho de 2010 na Colômbia, cujos contratos de exploração e produção foram assinados no começo deste ano. Toda essa atividade reflete parte de um apetite que não para de crescer.

Com as informações – Valor Econômico

Por Rodrigo Cintra

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