Petrobras planeja captação em libras para 2011

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A Petrobras vê potencial no mercado para captar recursos em libras e não planeja emitir bônus em dólares no exterior neste ano, afirmou nesta segunda-feira o Diretor Financeiro da estatal, Almir Barbassa.

Segundo ele, a Petrobras pretende levantar 47 bilhões de dólares nos mercados de capitais até 2014 para execução de seu plano de investimentos e outros gastos.

Barbassa afirmou que a companhia não tem meta de captação para 2011. A meta é para 2014, quando termina o plano de investimentos atual, que compreende o período de cinco anos a partir de 2010.

Segundo ele, do total de recursos que a petroleira deverá levantar nos mercados até 2014, 29 bilhões serão utilizados para amortizações e rolagens de dívidas, com 17 bilhões perfazendo a parcela de dinheiro novo. Os números repassados pelo diretor chegam a 46 bilhões, mas ele não comentou o destino da parte residual de 1 bilhão de dólares.

“Em dólares, a emissão que tínhamos que fazer já fizemos em janeiro. Neste ano, não vamos voltar ao mercado para dólar”, comentou Barbassa a jornalistas, após participar de evento sobre o mercado de capitais em São Paulo.

“Em euros, estamos analisando o mercado… nós estamos com liquidez suficiente para podermos fazer a escolha do momento”, acrescentou, após também ter citado a possibilidade de acessar recursos em libras.

PLANO 2011-15

O executivo da estatal não quis comentar muito sobre o novo plano de investimentos da estatal, para o período de 2011 a 2015, cujos primeiros dois esboços não passaram pelo crivo do conselho de administração, que pediu ajustes em duas ocasiões.

Questionado sobre se o plano daria maior ênfase em exploração em vez de refino, Barbassa foi pouco esclarecedor.

“Tudo isso merece ser visitado em um plano da dimensão que temos. Tem que olhar todos os aspectos e o conselho está fazendo isso”.

Segundo ele, mesmo com os dois pedidos de revisão no plano, o cronograma para divulgação do documento está normal.

“No ano passado anunciamos o plano 2010-14 em junho, então estamos dentro do programado”, afirmou.

Depois de um pedido inicial do conselho de administração —dominado pelo governo federal— para redução de custos totais do plano, na segunda apresentação do programa o que pesou foram pedidos de ajustes em cronogramas de projetos, já que para reduzir os gastos a estatal propôs cortes e adiamentos em alguns deles.

Com as informações – Terra

Por Rodrigo Cintra

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