Robert Half dá a dica – Oil and gas valoriza profissionais consistentes

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O mercado de trabalho do segmento do Petróleo e Gás vive um momento único. Além do aquecimento econômico, a entrada de empresas multinacionais, aberturas de operações e o intenso volume de investimentos têm gerado uma vasta gama de oportunidades para profissionais seniores, com bagagem técnica e experiência neste setor.

Uma radiografia simples mostra que os melhores profissionais com as características desejadas pelas empresas estão empregados. Outro diagnóstico é de que tais talentos não têm refutado o natural assédio para participarem de seleções de emprego, satisfeitos ou não com o seu atual trabalho. Alguns, por exemplo, concorrem em até três diferentes oportunidades simultaneamente.

Os profissionais que não estão 100% satisfeitos com o atual emprego enxergam no momento a chance para aproveitar o volume de vagas para realizar transições profissionais, e promovem uma espécie de leilão, em geral por salários e cargos mais altos. Já os profissionais satisfeitos são levados pela curiosidade em ouvir as propostas e também entram nos processos de seleção.

A escassez de profissionais qualificados e a disputa pelos talentos por conta da necessidade imediata das empresas em executar projetos proporciona uma inflação salarial. Enquanto a prática comum de ganho salarial é em geral de 20 a 30%, a média praticada no setor de Petróleo e Gás é de 30 a 40%. Há casos em que os profissionais pedem, e conseguem alavancar os salários em 50% o que mostra que em boa parte, muitas vezes por falta de opção, as empresas têm aceitado esta espécie de braço de ferro.

O alto número de profissionais concorrendo às oportunidades, a quantidade de processos envolvendo a mesma pessoa e em diferentes estágios gera alguns pontos de atenção para o mercado de trabalho do setor de Petróleo e Gás, além da inflação salarial. Os processos de seleção são cada vez mais instáveis. Basta pensar no investimento financeiro e de tempo despendido pelas empresas e seus diretores para realizar uma contratação e, com freqüência, perder o profissional na última fase do processo para outra empresa ou por conta de contrapropostas, cada vez mais usadas como tentativa desesperada de retenção, mesmo para organizações que não tinham esta pratica como parte de sua cultura.

A belísima Mariana Lobato é especialista em recrutamento da divisão de Petróleo e Gás da Robert Half

Outro ponto de atenção é que em um mercado um tanto restrito, onde os principais tomadores de decisões se conhecem, há um risco para os candidatos nesta alta exposição. A instabilidade faz com que exista desconfiança sobre o grau de comprometimento do profissional nos processos em que participam. A dica para os candidatos é que seja feita uma avaliação criteriosa das oportunidades e, de fato, que a decisão de entrada em um processo seja motivada pela vontade real de mudança, a fim de evitar a tal exposição desnecessária.

Do ponto de vista das empresas, a inflação salarial, o risco de perder um profissional ao longo de um processo, ou logo após a contratação, além da dificuldade em contratar e reter bons profissionais gera um paradoxo, frente à quantidade de talentos participando de processos. Ao mesmo tempo em que se observa esta instabilidade, as empresas demandam cada vez mais profissionais de perfil mais estável, com carreiras sólidas, que fiquem por mais tempo nas empresas e que busquem transição não apenas por melhores salários, mas que tenham objetivos consistentes como o desenvolvimento da carreira.

Com as informações – Mariana Lobato / Robert Half

Por Rodrigo Cintra

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