Cessão Onerosa – Petrobras pretende aprovar esta semana compra de navio

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A Petrobras espera aprovar nesta semana a compra de navios que serão utilizados nas áreas adquiridas do Governo Federal na cessão onerosa. De acordo com o Diretor de Serviços da estatal, Renato Duque, os quatro navios já foram escolhidos e sua compra deverá ser aprovada esta semana pela diretoria da Petrobras.

Tratam-se de quatro VLCC (very large crude oil, chamados de superpetroleiros). Os cascos dos navios serão aproveitados para serem, posteriormente, convertidos em navios-plataformas do tipo FPSO, que servem para a produção e estocagem de petróleo.

“Já temos os cascos e isso será submetido à diretoria essa semana. A compra é rápida. A conversão deve ser no ano que vem”, disse o diretor, após participar do lançamento do Programa Petrobras Esporte & Cidadania, em que a estatal vai investir R$ 30 milhões no desenvolvimento de crianças e adolescentes por meio do esporte.

Em paralelo ao processo de conversão dos navios no ano que vem, a Petrobras já deverá iniciar a licitação de módulos para as plataformas, como compressão, bombeamento, entre outros, que também serão utilizados na construção dos FPSO.

O processo de conversão das unidades, que terão capacidade para produzir 150 mil barris de petróleo por dia, será realizado no Estaleiro Inhaúma, o antigo Ishibras, no Rio de Janeiro.

“Será no Ishibrás. É obrigatório, até porque não tem outro lugar [disponível]”, disse Duque, que está nessa segunda-feira como Presidente em exercício da Petrobras, já que José Sergio Gabrielli está em Londres, na apresentação do Plano de negócios 2011-2015. No entanto, o processo de integração do casco convertido com os módulos será realizado em outros estaleiros.

O Diretor da estatal informou que cada navio custa em torno de US$ 30 milhões. Mas o custo total para a conversão dos VLCC em FPSO, que inclui a compra dos módulos e a integração, pode chegar a US$ 1,3 bilhão. A fase exploratória das áreas da cessão onerosa tem duração de quatro anos, terminando em 2014, e podendo ser prorrogada por mais dois anos.

Duque acredita ainda que todas as sondas a serem licitadas pela companhia, que prevê mais 21 sondas além das sete já licitadas, poderão ser feitas no Brasil. “As sondas vão ser feitas aqui mesmo, não tem dúvida disso. A proposta será recebida em setembro”, disse.

“Tenho fé, crença, conheço o mercado e sei que temos condições de fazer no Brasil. Já contratamos sete e vamos contratar as outras 21. Não temos encontrado nenhum problema de conteúdo nacional nos nossos contratos. Geralmente, a meta é ultrapassada, então o mercado responde”, acrescentou.

Com as informações – Juliana Ennes / Valor

Por Rodrigo Cintra

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