Engenharia do Petróleo em destaque no ABC

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Considerada uma das profissões do futuro, o estudante que busca graduação em engenharia de petróleo na região não dispõe de muitas alternativas. São oferecidos apenas cursos de especialização ou MBA (Master of Business Administration). Porém, mesmo com a falta de oferta de vagas no Ensino Superior, o curso técnico pode garantir o ingresso na indústria do petróleo e gás. Decorrido algum tempo após a admissão, em muitos casos a empresa contratante custeia a graduação do funcionário e investe em qualificação.

“É muito mais fácil a empresa absorver seu profissional, que foi treinado por ela, do que apostar no recém-formado. Certamente a maior demanda por mão-de-obra nos próximos anos será na área técnica. É a profissão que irá despontar no mercado em dois anos. Quem começar hoje vai sair na frente”, disse o coordenador do curso técnico da área de Química, Petróleo e Gás da Faculdade Pentágono, de Santo André, Claudinei Martins.

Para quem busca especialização na área petroleira no Grande ABC os cursos disponíveis podem ser encontrados, por exemplo, no Instituto Mauá de Tecnologia. Já o curso superior de referência nacional é oferecido na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O engenheiro de petróleo tem como campo de atividade refinarias, plataformas marítimas e petroquímicas. É preciso ter conhecimento de geofísica, geologia, mineração para trabalhar na descoberta de jazidas e também em poços de gás natural. Até cuidar do transporte, que compreende da exploração à chegada na refinaria, é requisito da profissão, além da fluência em inglês, já que boa parte das empresas do setor é estrangeira.

Hoje o salário inicial gira em torno de R$ 5.500 e quem trabalha nas plataformas recebe acréscimo de 30% de adicional de periculosidade. Especialização, mestrado ou doutorado pode elevar a remuneração a R$ 8.000. Com a descoberta da camada pré-sal, em 2006, cresceram as oportunidades e os campos de trabalho para esse profissional. A tendência é disparar a procura nos próximos anos.

Segundo previsões de especialistas, o boom de empregos na área de engenharia, entre elas química e ambiental, deve ocorrer entre 2012 e 2013, quando a exploração atingirá seu auge no Campo de Santos. A área de reservas petrolíferas começa no litoral carioca e se estende até a costa de Santa Catarina. São 800 quilômetros de extensão e a riqueza está aproximadamente a oito quilômetros de profundidade. Só na bacia de Santos estima-se que possam ser extraídos entre cinco e oito bilhões de barris de petróleo.

De acordo com o professor do departamento de engenharia química do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo, Ronaldo Gonçalves, nos próximos três anos a Petrobras necessitará de dez mil profissionais na área de engenharia. A estatal pretende contratar 14 mil pessoas nos próximos quatro anos. A projeção é de aumentar o efetivo dos atuais 85.417 funcionários para 103.030 até 2015. As carreiras mais promissoras são engenharias, geologia, geofísica e profissões técnicas de nível médio, como manutenção, mecânica, elétrica e química.

Com as informações – Diário do ABC

Por Rodrigo Cintra

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