São Paulo vai focar em qualificação profissional

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Os grandes gastos da Petrobras em equipamentos, materiais e serviços relacionados não estão ocorrendo em São Paulo, mas no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e no exterior. São Paulo está tendo uma participação marginal na produção industrial para os investimentos da Bacia de Santos.

No entanto, o grande desafio do pré-sal está na formação, treinamento e suprimento de recursos humanos altamente capacitados para exercer as diversas funções da cadeia produtiva. A principal região supridora dessa mão-de-obra especializada, em todos os níveis, deverá ser São Paulo.

O Governo de São Paulo ainda não tem uma estratégia clara sobre como irá enfrentar ou participar desse desafio. A USP está instalando em Santos, um curso superior de Engenharia de Petróleo & Gás, mas é pouco. Além da ampla formação superior e pós-graduação, é preciso formar e capacitar pessoal nos níveis médio e técnico para operar nas plataformas.

Os trabalhadores ficam 14 dias nas plataformas e têm folga da 14 dias. Para melhor aproveitar o período de folga, é natural que queiram morar em cidades com mais recursos e maior diversidade de opções. O estado de São Paulo é o que oferece maior atração para a moradia desse pessoal, com a logística baseada nos aeródromos ao longo do litoral paulista.

Em função dessa demanda de pessoas, será também natural que os prestadores de serviços relacionados a essas se instalem em São Paulo: empresas operadoras de helicópteros e barcos de apoio; fornecimento de alimentação (“catering”); equipamentos, materiais e treinamento de salvatagem; serviços de saúde, etc.

São Paulo já perdeu a oportunidade de atrair as indústrias de equipamentos e materiais para o pré-sal. Irá perder mais também essa oportunidade de participar mais intensamente dos investimentos e serviços do pré-sal?

Com as informações – Portogente

Por Rodrigo Cintra

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