CASNAV e UFF desenvolvem novo simulador para o CIAGA

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Nossa Marinha está correndo atrás de inovações, prova disso é o projeto Simulador de Passadiço, desenvolvido pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (Casnav) em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). O sistema simula a entrada do navio no porto, incluindo a reprodução virtual de um passadiço, o local de onde se controla o navio. O equipamento reproduz a experiência de um oficial comandante em navegações de longo curso, simulando as reações da embarcação a comandos de máquinas, leme e as condições do mar, corrente, vento e carga.

“Já temos um simulador importado, que funciona no Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), onde fica a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (Efomm). O aparelho é da década de 90 e já está ficando obsoleto. Aproveitando o momento no qual a Marinha está fazendo um grande investimento, entendemos que seria uma boa hora para criar um simulador brasileiro, novo e moderno, tornando nosso país independente tecnologicamente. O equipamento é importante não apenas para a Marinha, mas para projetos como o Pré-Sal. O Ciaga é muito requisitado pela Petrobras e precisamos de equipamentos modernos para atendê-los”, explica o Comandante Antonio Anddré Serpa, aluno de doutorado que faz parte da equipe que está desenvolvendo o projeto, junto com oito alunos de mestrado da UFF e mais três doutores.

O projeto também mostra que a parceria das Forças Armadas com a área acadêmica é muito produtiva. Para William Freitas, aluno de mestrado do curso de Ciência da Computação da UFF que está fazendo parte do projeto, a experiência está sendo fundamental para seu currículo. “Eu sempre quis trabalhar com simulação de ambiente e estou adorando a oportunidade. Aprendemos muito e a interação com os professores e com os oficiais é enriquecedora. O projeto é muito desafiador e uma das partes mais difíceis é simular o comportamento do mar, que é afetado por diversas forças, como o vento”, completa o aluno.

De acordo com Serpa, o treinamento em ambientes virtuais diminui os custos de exercícios reais e também os riscos para os oficiais. Quando eles se deparam com as situações de verdade, já sabem como se comportar. O projeto Simulador de Passadiço começou a ser desenvolvido em março de 2011 e está sendo realizado em etapas, em parceria com o Ciaga, que passa para a equipe o que é imprescindível que o novo aparelho tenha.

“Criamos três protótipos com diferentes ferramentas e já escolhemos a que vamos usar. Em um ano e meio teremos o simulador quase pronto. Digo quase porque ainda não conseguiremos interagir com equipamentos reais, isso ficará para uma terceira fase, que deve durar mais uns dois anos para ser concluída”, diz Serpa.

Com as informações – Globo Universidade

Por Rodrigo Cintra

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