Polo Naval aquece Rio Grande

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O Prefeito de Rio Grande, Fábio Branco, apresentou, na tarde desta segunda-feira (22), durante o seminário “Rio Grande do Sul: Venha Investir Aqui”, os reflexos positivos que a construção do polo naval tem trazido à cidade. A apresentação ocorreu no painel “Polo Naval Complementar: Crescimento e Infraestrutura”. Ele lembrou que o segmento aqueceu a Economia na cidade, o que pode ser visto no aumento na frota de veículos e na compra de imóveis.

Em relação à Economia, ele destacou a indústria da celulose e a produção de energia eólica como importantes projetos de desenvolvimento na cidade. Sobre o impacto na Economia, o Prefeito citou que serão gerados quatro mil empregos no período de quatro anos na cidade devido ao Polo Naval.

O Diretor do Conselho da Engevix, Luiz Schneider, destacou que a presença da empresa em Rio Grande deve-se, entre outros fatores, ao apoio dado pelo Governo. Ele parabenizou ainda o apoio dado para a construção de uma estrutura que receberá cerca de sete mil pessoas que virão para trabalhar direta ou indiretamente no Polo Naval.

Prefeito de Pelotas, Fetter Júnior, que também integra o painel, lembra que a cidade, que é a vizinha de Rio Grande, teve entraves no seu desenvolvimento, o que fez com que a cidade estagnasse. A cidade tem 330 mil habitantes, mas a circulação é superior a 430 mil. Isso é uma prova de que a cidade é um polo de serviços e de educação, entre outros.

Júnior destacou que a cidade tem buscado de todas as maneiras aproveitar o crescimento das cidades vizinhas. “Existem áreas portuárias importantes em Pelotas e que podem contribuir para dar suporte ao desenvolvimento do polo”, afirmou ele. Segundo o Presidente da Metasa, Antônio Roso, destacou que é necessário mapear as áreas levando em consideração as características de cada região, para que os investimentos sejam corretos e bem direcionados. “É preciso ampliar o desenvolvimento para além da Capital”, disse.

Metasa é especializada na produção de estruturas metálicas. Ele lamentou a competição com exterior, citando China e Turquia. Roso reclamou ainda dos modais de transporte e criticou falta de investimentos em ferrovias e desgaste e custos das rodovias.

Vice-Presidente da Fiergs, Humberto Busnello, ressaltou que quando se fala em desenvolvimento é necessário levar em consideração alguns fatores. Ele citou a questão da mão de obra qualificada. A infraestrutura de transporte é uma área que tem carências muito grandes. Porém, essa situação não é exclusividade do Rio Grande do Sul, ao contrário, é um problema nacional. Busnello destacou que diante desse cenário os governos têm ampliado os investimentos nesta área. “O ir e vir para os industriários tem um peso muito grande”, disse.

Busnello afirmou ainda que o cenário político tem grande influência no momento da atração de investimentos. “Assistimos já empreendimentos que foram perdidos por falta de apoio”, destacou ele. O Vice-Presidente da Fiergs avaliou ainda que o Estado, em relação ao polo naval, tem uma vantagem em relação aos anos anteriores: demanda de produção. “No passado, um receio grande era se haveria ou não produção para ser exportada. Agora, essa dúvida não existe mais, já que a demanda existe e é grande”, disse.

Com as informações – Revista VOTO

Por Rodrigo Cintra

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