Petrobras animada com testes no Pré-sal

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Os resultados dos testes de longa duração (TLDs) da Petrobras nas áreas do pré-sal têm demonstrado boas perspectivas para a companhia.

O Gerente Executivo de exploração e produção do pré-sal da Petrobras, José Formigli, afirmou que já há um volume de dados “bastante significativo” com as quatro unidades – os TLDs de Lula, Lula Nordeste e Guará e o piloto de Lula – instaladas na Bacia de Santos.

Entre as boas notícias citadas por Formigli está a inexistência de formações orgânicas ao longo das rochas carbonáticas que compõem os reservatórios do pré-sal.

Os carbonatos comuns em Santos tendem a facilitar a formação de compostos como o sulfato de bário e o sulfato de estrôncio, que dificultam a operação e tendem a elevar as necessidades de investimentos. Tais formações não são comuns nos arenitos da Bacia de Campos.

Formigli explicou ainda que não houve produção de água nos poços testados. Segundo ele, a água também é fonte de problemas e contribui para a formação de compostos orgânicos. “Não sabemos qual será o comportamento quando tivermos produção de água. Em Guará, com aquífero mais atuante, não houve invasão de água prematura”, ressaltou Formigli, que participou de seminário promovido pela Apimec-Rio.

Outra informação revelada por Formigli sobre os reservatórios do pré-sal de Santos foi a respeito das comunicações entre os reservatórios, variável que pode afetar a pressão quando diferentes poços são perfurados e também influencia a capacidade de recuperação quando utilizados fatores secundários, como injeção de gás ou água.

“Tem havido boa comunicação horizontal. Há também verticalidade na comunicação. Com métodos de recuperação secundária com gás e água, pelo menos uma coisa já sabemos: que essas áreas estão muito bem conectadas e podemos prever um bom comportamento por método de recuperação secundária”, disse Formigli.

Com as informações – Valor On Line

Por Rodrigo Cintra

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