Rio de Janeiro quer mercado de navipeças

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O Rio de Janeiro é o grande polo naval brasileiro e continuará ocupando essa posição. Qualquer avaliação diferente dessa decorre de miopia ou não se baseia em fatos concretos. Então, vamos à realidade. Os 15 estaleiros em atividade no estado concentram 60% das encomendas nacionais.

E a tendência é de alta, já que ganharemos outros quatro em breve: OSX/Hyundai, que será o maior do País, em São João da Barra; Marinha do Brasil, para construção de submarinos nucleares em parceria com o Governo francês, em Itaguaí; Inhaúma (antigo Ishibras), outro gigante, no Caju; e Aliança, em São Gonçalo.

Esses projetos somam cerca de R$ 8 bilhões em investimentos e vão gerar boa parte dos 26,5 mil novos empregos estimados para os próximos anos. Com isso, dobraremos nossa atual força de trabalho. Essas evidências, somadas às necessidades para exploração do pré-sal e à decisão acertada do Governo Federal, de priorizar o conteúdo local, possibilitam que o Governo do Estado dê um passo adiante no setor e trabalhe agora para atrair a indústria de navipeças.

Assim como o setor automobilístico, a indústria naval conta com empresas que produzem peças para as embarcações. É um importante elo dessa cadeia, capaz de gerar muitos empregos e renda no estado. Até agora, a atração desses fabricantes não foi possível devido à produção ainda em pequena escala dos nossos estaleiros. Com o crescimento dos últimos anos e as futuras encomendas, chegou a nossa hora.

De olho nesse mercado, o Governador Sérgio Cabral sugeriu um pacote de incentivos que prevê a criação de condomínio industrial. Já estamos buscando áreas e, futuramente, os terrenos serão oferecidos às empresas. Haverá ainda financiamento via Investe Rio, que pode emprestar até R$ 3 bilhões, redução de tributos e treinamento de mão de obra.

Com as informações – O Dia

Por Rodrigo Cintra

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