Petroleiros protestam pela morte de terceirizados da Petrobras

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Nesta quinta-feira (25), mais uma vez, os petroleiros se mobilizaram em memória dos companheiros mortos em acidentes de trabalho no Sistema Petrobrás. De norte a sul do país, a categoria exigiu um basta à insegurança crônica que mata e mutila trabalhadores, principalmente os terceirizados. Somente em agosto, foram oito mortes por acidentes de trabalho na empresa. Todas com trabalhadores terceirizados.

Desde o início do ano, já chega a 11 o número de vítimas da insegurança na Petrobrás, que já matou 300 petroleiros nos últimos 16 anos, dos quais 243 eram tercerizados.

As mobilizações por segurança na Petrobrás começaram na segunda-feira (22), com uma greve na Bacia de Campos, onde os trabalhadores de 12 plataformas protestaram contra o trágico acidente aéreo da última sexta-feira (19), que vitimou quatro trabalhadores. Nesta quinta-feira (25), o Dia Nacional de Luta indicado pela FUP foi marcado por paralisações, protestos e atrasos na entrada do expediente, na maior parte das bases operacionais e administrativas da empresa. Os petroleiros de São Paulo iniciaram às uma parada de produção de 24h na Replan, que seguiu até o fim da madrugada desta sexta. Em Minas Gerais, os trabalhadores da Regap e da Termelétrica Aureliano Chaves também cortaram a rendição por 24h.

Nos demais estados, os petroleiros realizaram atos e atrasos na entrada do expediente nas refinarias, áreas de E&P, terminais, unidades administrativas, entre outras bases da Petrobrás. Na Reduc, em Duque de Caxias, o Sindipetro distribuiu galhos de arruda para os trabalhadores se protegerem dos riscos diários a que são expostos. Em Pernambuco, um petroleiro protestou com ataduras e esparadrapos no corpo, em frente ao prédio administrativo da Petrobrás, em Recife, colocando em xeque as práticas das gerências de subnotificarem acidentes com afastamento, obrigando os trabalhadores a permanecerem em suas unidades acidentados.

Com as informações – FUP

Por Rodrigo Cintra

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