Pré-sal: Maior impacto em Angra será a quantidade de pessoas

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O Vereador Aguilar Ribeiro da Silva (PcdoB) afirmou que o maior impacto que Angra dos Reis deve sofrer em sua atuação como cidade de apoio à exploração da camada pré-sal será o de pessoas. A avaliação aconteceu depois da audiência pública para discutir o tema, realizada na sexta-feira (26), no Plenário da Casa, que havia sido solicitada pelo próprio Aguilar.

– O maior impacto vai ser das pessoas que virão. Elas se instalarão aqui e gastarão energia, usarão a saúde e outras coisas do município – disse.

Para ele, é necessário que se estude como atender a essa nova demanda e, para isso, é imprescindível a atuação do Executivo municipal.

– Precisamos saber como contemplar esse impacto e como a questão dos royalties pode ajudar. Um plano de ação não depende só de um vereador que provoca uma audiência, depende de uma série de fatores e, principalmente, de Executivo municipal – falou Aguilar.

Por isso, um trabalho de respostas deve ser desenvolvido pela prefeitura. Embora não tenha ido à reunião por problemas de saúde, o Prefeito Tuca Jordão (PMDB) enviou o Secretário Municipal de Desenvolvimento, Jorge Irineu Costa, para representá-lo. Ele comentou que o trabalho já está sendo elaborado com apoio da Firjan.

A audiência “Pré-sal e seus impactos nas cidades de apoio logístico que abrangem esse projeto” havia sido pedida por Aguilar para tentar levantar qual seria o impacto da participação de Angra dos Reis no projeto. A cidade servirá como apoio logístico e ajudará a escoar a produção através do porto de Angra dos Reis. Por isso, prefeitos de outras cidades que têm atuação semelhante foram convidados a participar.

– A reunião foi boa, principalmente pela participação dos prefeitos de São Sebastião (Geraldo Pietrani, do PP) e Macaé (Riverton Mussi, do PMDB). A ideia era discutir os impactos, ter informações importantes. Queria provocar a discussão. Sabemos que o programa traz impacto, já tem a empresa Technip para operar o porto e até agora não sabíamos o impacto para Angra. Valeu a pena, sem dúvida – explicou.

Outra participação da reunião foi a do ex-prefeito de Angra e Deputado Federal Fernando Jordão (PMDB). Ele é o relator do projeto dos royalties do pré-sal no Congresso Nacional e, por isso, poderia dar alguns detalhes sobre o projeto.

– O Fernando explicou que o projeto faz o papel de um goleiro na marca de pênalti: se pegar a bola é aplaudido, se não pegar estava errado. Quem tem (trabalhos relacionados à extração de petróleo) defende tudo para eles e quem não tem também quer o seu quinhão – comentou.

Com as informações – Diário do Vale

Por Rodrigo Cintra

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