TWB Bahia – Caos na travessia para Itaparica

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Usuários da travessia por ferry-boat entre Salvador e a ilha de Itaparica, na Bahia, invadiram um dos terminais do sistema na manhã desta segunda-feira em protesto contra atraso nas viagens. A Polícia Militar foi acionada e pelo menos um dos passageiros que protestavam foi detido. A confusão começou às 6h.

A embarcação que faria a primeira viagem do dia a partir da ilha de Itaparica teve um problema hidráulico e não partiu. Outro ferry foi deslocado para o embarque, mas usuários irritados com a demora invadiram as duas embarcações no terminal de Bom Despacho, em Itaparica.

Com a confusão, as travessias foram suspensas pela TWB, concessionária responsável pela operação do sistema – a previsão de retorno era ao final da manhã. Passageiros em Salvador e na ilha aguardavam pelo transporte desde 6h. Segundo a empresa, o ferry Ana Nery, o mais novo do sistema, entregue em janeiro deste ano, passaria por manutenção e voltaria a operar ainda nesta segunda.

Em reportagem de abril deste ano, o iG mostrou que o sistema de travessia por ferry-boat entre Salvador e a ilha de Itaparica passa por grave crise, com problemas nas embarcações e atrasos constantes que irritam a população que precisa de transitar entre as cidades. A travessia pela baía de Todos os Santos é a principal ligação entre a capital baiana e a ilha de Itaparica. São cerca de 11 km de distância, percorridos em uma hora, contra aproximadamente 230 km do percurso por terra, que leva duas horas e meia em carro. Cerca de 6 milhões de pessoas e 700 mil carros utilizam o sistema por ano.

Concessionária

A empresa TWB, com sede em São Paulo, é a concessionária responsável pela operação do sistema, após vencer concorrência em 2005 que a autorizou a explorar o serviço por 25 anos. Até então o Estado gerenciava a  travessia. Somente até abril de 2011, a empresa já havia recebido R$ 197,8 mil em multas da Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia) por problemas como atrasos e falta de manutenção da frota.

Das oito embarcações que realizam a travessia, apenas duas estão em operação neste início de semana, informou a concessionária. A prestação de serviços pela TWB está sob críticas do governo da Bahia e do Ministério Público. A Agerba afirmou que vai submeter o contrato com a empresa a uma auditoria externa e que “não descarta nenhuma possibilidade”, inclusive o rompimento da concessão.

A TWB informa que já investiu R$ 118 milhões no sistema desde 2005, 18% a mais do que os R$ 100 milhões previstos para todos os 25 anos de contrato. Diz ter assumido uma frota estatal antiga, formada em maior parte por embarcações dos anos 70, e cuja manutenção envolve cifras milionárias. Disse que a renovação da frota prevê também, por contrato, contrapartidas financeiras do Estado. No caso da construção do ferry Ana Nery, o mais novo da frota, a empresa disse que a contrapartida só foi paga depois de 70 dias da conclusão da obra, e que assumiu sozinha a obra em razão do atraso.

Com as informações – iG

Por Rodrigo Cintra

1 COMENTÁRIO

  1. O Governo do Estado é responsável pelo mal serviço. Não adianta aplicação de multas sem a efetiva cobrança. A rescisão do contrato levaria a nova contratação que chegaria ao mesmo caos em pouco tempo. A promessa de construção da ponte é balela da propaganda política. Não é viávela curto nem a méio prazo. A única solução viável é a construção da Via de Integração do Recôncavo. Construção de ponte em São Roque ligando ao outro lado do continente, com aproveitamento da rodovia que passa por Bom Jesus e Cabussu saindo em São Francisc do Conde, com melhoria das vias para ligação à BR 324. Projetos de estaleiros em São Roque e Petrobrás seriam beneficiados. É o melhor caminho de ligação da BA 001 (atualmente desde Canavieiras) a Salvador, a menor custo e pouco tempo de construção. Por que não há interesse do Estado na execução de projeto tão antigo?
    Antonio Carvalho

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