A ver navios

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Às vésperas de mais uma temporada de cruzeiros marítimos, o setor deve movimentar apenas neste próximo verão um volume superior a 2010/2011 quando registrou 1.676 escalas e um volume total de 850 mil passageiros transportados. A grande preocupação continua a ser a melhoria na infraestrutura portuária. O tema foi discutido durante a realização do último Seatrade realizado este ano. Os administradores dos portos admitem que não foram realizados investimentos na mesma velocidade do crescimento na demanda do setor, a exemplo do que acontece também nos principais aeroportos do país.

Outra reclamação das companhias de cruzeiros diz respeito ao alto custo de cabotagem, bem acima dos praticados no exterior. Mas independente dos valores das taxas cobradas, quem acaba sendo o maior prejudicado é mesmo o passageiro, obrigado muitas vezes a aguardar horas por um desembarque, nas ocasiões em que é realizado um volume simultâneo de diversos transatlânticos, como aconteceu na última temporada no porto do Rio. 

Não bastasse isso, o passageiro que desembarca é obrigado ainda a passar pelo constrangimento do assédio de motoristas autônomos que oferecem tours e passeios, ainda no próprio terminal de desembarque. Sem falar dos destinos incluídos nas rotas onde os transatlânticos – cada vez maiores – são obrigados a fundear ao largo e os passageiros obrigados a utilizarem escunas para chegarem ao continente. 

Uma triste realidade, que se arrasta há anos. Ainda mais, se comparada até as pequenas ilhas gregas ou portos como os localizados em cidades como Atenas e Veneza que oferecem toda infraestrutura aos passageiros. Nem mesmo nos períodos de alta estação como a do Mediterrâneo, que acontece nesta época do ano, quando o volume de transatlânticos é bem maior do que os registrados na costa brasileira, o conforto dos passageiros no embarque e desembarque é prejudicado. Tudo acontece na mais perfeita ordem, sem atropelos ou confusões. 

Já é mais do que hora das autoridades responsáveis investirem no setor, com a mesma velocidade do crescimento da demanda. Se a popularização dos cruzeiros veio beneficiar este setor e toda a economia das cidades que recebem estes transatlânticos, é fundamental que se busquem soluções rápidas e eficientes para dar aos passageiros o mínimo de conforto. 

Neste processo até mesmo a privatização de alguns dos portos pode ser uma alternativa viável, a exemplo do que acontece em alguns destinos no exterior. O importante é melhorar a qualidade do nosso receptivo e alcançar um padrão que possa fazer com que estes programas venham a se constituir numa viagem de sonhos e não num pesadelo repleto de contratempo.

Com as Informações – Roy Taylor, Mercado e Eventos

Por Caê Mahan

1 COMENTÁRIO

  1. Mas aqui no Brasil,e uma bagunca mesmo.
    A unica preocupacao que se tem no Brasil,e a de cobrar mais e mais…
    Com uma infraestrutura bem inferior com o que se tem na Europa,ainde se tem a cara de pau,para cobrarem mais alto.
    Sao por essas e por outras,que esses pais,tenta crescer por um lado,mas acaba emperrando.

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