E se o petróleo acabar?!

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Dizem por aí que o petróleo vai perder para as energias renováveis, que o mundo está passando por um inevitável e avassalador processo de desenvolvimento sustentável e que, cada vez mais, a tecnologia está se adaptando ao meio-ambiente e que o petróleo perderá sua cadeira de rainha da energia. Deve rolar um friozinho na nossa barriga, porque se isso acontecer, a gente, bem…

Estoy desempregado.......El perrengue es muy grandeeeee.....

Eu acredito que realmente isso vá acontecer um dia. A julgar pelos países europeus, que já praticam verdadeiras políticas sustentáveis há algum tempo, acredito que a sustentabilidade esteja nos planos brasileiros.  No entanto, a julgar pelo Brasil, onde tudo demora a acontecer, onde a corrupção faz parte da cultura do povo e onde temos necessidades tão mais prementes, como a saúde e a educação, acho que a sustentabilidade vai esperar um pouco.

E outra: do mesmo jeito que ouço que o petróleo vai acabar (???), também ouvi que o espanhol ia ser a língua do futuro, que haveria uma moeda só para todos os países e que um dia os carros iriam voar. Quase 30 anos depois, o inglês continua sendo a língua-mãe-mundial, a Europa quase conseguiu unificar completamente a moeda e os carros continuam bem no chão.

Recebi esta semana alguns e-mails com dúvidas de leitores exatamente sobre isso: “Marcus, será que eu devo entrar no petróleo?”,  “Se o petróleo acabar, vou ficar desempregada?” ou “Como irei me aposentar?”. Respondo a todos com a mesma tônica: “Não, não e NÃO!”.

Então, "NÃO"!

O petróleo não vai acabar, o mercado está em franca expansão e, particularmente, acho que o petróleo é o passaporte para o Brasil sair da lama. Finalmente, estamos crescendo como país e sendo respeitados. As grandes potências estão enfraquecendo e o Brasil está se aproveitando, na medida em que consegue, deste enfraquecimento para alçar vôos que, eu por exemplo, nunca vi.

Na minha opinião, o petróleo é o momento brasileiro. É a hora e a vez do Brasil. Estive recentemente na Europa e ouvi de gente de lá que está querendo vir fazer pé-de-meia no Brasil. Como é que pode?

Pode isso, Arnaldo?

Não vou negar o avanço e a necessidade das energias renováveis. Estou apenas questionando o tempo de transição, se é que existirá, entre uma coisa e outra. Aposto mais numa coexistência pacífica, numa expansão do mercado de energia que ofereça espaço tanto para as energias novas quanto para as antigas.

Até agora, estamos falando no campo da energia. Não consideramos ainda o fato de que existe um belo quinhão de política neste rédevu todo. Imagine as empresas bilionárias do petróleo junto com a Petrobrás conversando, aí me vêm as empresas de energias renováveis brincando pimponas, e falando: “Queremos nosso espaço!”.

Neeeeeem vai rolar um lobby, né?

Para finalizar, ainda falta que muitas coisas aconteçam para que o petróleo perca sua cadeira cativa no cenário energético brasileiro. O que quer que seja, vai demorar. Então, meu amigo leitor, se sua dúvida é essa, exorcize-a. Prepare-se, estude, busque o petróleo. Ainda há tempo para você construir uma carreira promissora!

Um abraço, gente, amanhã tem mais!

PS.: Minha ausência de ontem foi devido a alguns percalços que tive que resolver para deixar bem bacana o quarto do novo herdeiro da família Lotfi, meu filho, o futuro mercante Pedro!

Por Marcus Lotfi

1 COMENTÁRIO

  1. O Brasil exporta commodities e o petróleo é uma delas. A demanda por consumo no mundo só vem aumentando e, apesar de alguns recuos, o Mercado Mundial vêm se expandindo cada vez mais, mas de maneira concentrada e relativamente pontual com os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), Coréia do Sul e África do Sul. Assim, não vejo como urgente esta preocupação. Posso garantir que, na curva de produção e consumo de petróleo, ainda estamos na fase ascendente, sem nenhuma dúvida. Ótimo texto, Lotfi.

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