DPC 2 – Alterações na NORMAM 13 favorecem marítimos

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A DPC retirou as limitações referentes aos oficiais oriundos do ACOM contidas no Anexo 2 – A da Normam 13, permitindo que os mesmos agora possam exercer a função de Chefe de Máquinas nas embarcações de navegação interior sem qualquer limitação de potência.

A entidade também mudou os critérios de contagem do tempo de embarque, contidos no item 125, possibilitando que o marítimo conte o tempo de embarque em qualquer embarcação que esteja em serviço, desde que exerça cargo ou função a que está habilitado e isso abrange todo o pessoal que trabalha nas Unidades Offshore (MOUs – Mobile Offshore Units), exercendo as funções de OIM, Supervisor de Manutenção, Barge, DPO e BCO.

As plataformas fixas, ou seja, as que estão presas no fundo, como é o caso das modulares, ficaram de fora dessa, infelizmente.

O único item que, na minha opinião, fica ambíguo, é a situação das auto eleváveis (jack ups). Isto porque as mesmas navegam, rebocadas ou auto propulsionadas.

Por Rodrigo Cintra

23 COMENTÁRIOS

  1. Qualquer Limitação, que não seja impeditiva física, psicológica ou mental, àqueles q têm muitos anos de experiência, pelo fato de serem oriundos de categorias subalternas, não contribui em nada para o momento em que vive o nosso país. O fato de terem sido marinheiros de máquinas ou de convés não os diminui profissionalmente, antes lhes dá bagagem que não se encontra em qualquer simulador ou banco escolar. Por quê dar preferência a oficiais formados em outros países? se possuimos excelentes marítimos, com garra, vontade, experiência e nível de escolaridade suficiente para frequentar os bancos escolares das escolas de formação. Não é tempo de vaidade, é tempo de construir, de dar chances a estes brasileiros que por muitos anos têm contribuido com a Marinha Mercante Brasileira. Potência do motor? por quê? por não terem frequentado a Academia quando ainda tinham seus vinte e poucos anos? o que os faz menores profissionalmente
    que não podem alcançar as categorias de topo? se cursam na Escola de Sagres em Portugal alcançam este patamar. Então a resposta seria: por serem brasileiros? a escola deve ser democrática independente de idade e origem, A revolta da chibata completou 111 anos, mas ainda temos grilhôes q nos prendem a preconceitos e vaidades. Esta mudança da Normam foi um passo significativo, tenho certeza que ainda vamos avançar na proporção dos limites da Marinha Mercante.

    • Acredito que capacidade é uma coisa individual, independe de país, nível escolar, cor, raça ou credo.
      Já o preparo, este envolve experiência, técnica, estudos, investimento em sua carreira, etc… envolve bastante coisa.
      Não é o fato de ser estrangeiro que faz de um marítimo um profissional excelente, assim como não concordo em afirmar que um profissional é excelente somente por ser brasileiro.
      Toda mudança gera uma série de opiniões e conseqüências e certamente saberemos lidar com isso tudo, assim como o Mercado também saberá.
      Você tocou num ponto fundamental: o do nível de escolaridade para frequentar os bancos escolares das escolas de formação.
      Isto é super importante TAMBÉM. Assim, esperamos todos que nossos profissionais sempre sejam nivelados pelo alto, em igualdade total tanto no que se refere às possibilidades de carreira como nas cobranças e requesitos necessários para que se ascenda na carreira durante os cursos de aperfeiçoamento.
      Voltando ao assunto dos estrangeiros, no qual você tocou, reforço que esta mudança somente se aplica à navegação interior, que é aquela realizada em hidrovias interiores, em percurso nacional ou internacional. Não acredito que tenhamos estrangeiros atuando nesses locais. Não é momento para vaidades, como você muito bem pontuou e, por isso, ainda acho muito pouco.
      Na minha opinião, deveriam, como já falei, dar a igualdade de possibilidades para os oficiais independente de como ele alcançou o oficialato, mas sempre mantendo-se o mesmo nível de cobrança em cima dos mesmos.

  2. Pq só em navegação interior???
    Se chegou ao oficialato, chegou por méritos, não é menos capaz do que qualquer outro formado oficial por nenhnum outro meio, seja ele brasilerio ou estrangeiro.

  3. Acredito q se este ou aquele oficial é capaz, q lhe dê a oportunidade. o q faltou p preparar este oficial p q ele navegue em alto mar? oficial é oficial e não meio oficial! muitos estâo ingressando na marinha mercante e o nível de escolaridade tem aumentado, muita gente com curso superior e até pós graduado, q já provou em outras áreas q é capaz. então só falta a legislação se adaptar a esta realidade, pois o Brasil precisa.

  4. Não concordo com isso. Realmente, oficial é oficial e não meio oficial. Acontece que a marinha está SIM formando “meio oficiais”. Pessoas totalmente despreparadas para desempenhar a função que lhes foi concedida a permissão. Tanto é verdade que muitos deles quando questionados, tem a consciência e se negariam a chefiar ou até mesmo subchefiar embarcações. Tive alguns cursos no CIAGA na presença de alunos provenientes do ACOM e é notória a dificuldade de entendimento. Termos como CNTPs, Leis de Newton, etc… Termodinâmica, etc…
    Em relação aos ASONs, o Fialho comenta em pessoas graduadas e pós graduadas. AUMENTOU O NIVEL DE ESCOLARIDADE? Os alunos provenientes da EFOMM são graduados também, ou vc nao sabia. Agora eu te pergunto. Um aluno da EFOMM pode se tornar em apenas 2 anos um ASTRÔNOMO?? QUIMICO INDUSTRIAL??? PROFESSOR DE MATEMÁTICA??? Ou se for de maquinas, em 1 ano e 4 meses ele pode se tornar ENGENHEIRO???? A RESPOSTA É NEGATIVO!!!! Mas por quê??? Será que falta a legislação se adaptar a está realidade tb???? AUMENTE A IDADE DE ENTRADA NA EFOMM PARA 40 ANOS!!!! Mas contanto que vocês todos tenham que possuir o mesmo treinamento e qualificação que todos possuiram!!!! 4 anos!!!

    • Estou no curso de ACOM , curso ao qual fui indicado pela minha empresa CBO, digo ainda se a minha empresa entende que tenho capacidade significa que estou apto a tal, ser oficial de ACOM ou de EFOMM não significa dizer que isso será ou o fara melhor que o outro , entendo sim que a capacidade esta na fase de estudo e de aprimoramento profissional não na entrada em orgão de estudo que o formará para tal.
      lembro que ainda quantas vesez os oficiais de EFOMM chegam a bordo sem qualquer experiência e nessecitam que os mesmos recorram aos tais meios oficiais de quem se diz o amigo acima , não sejamos tão tolos a ponto de descriminar aqueles que estão estudando e se capacitando para tal !!!!! se se acha tão bom porque não se propõs a fazer uma faculdade de medicina ou outra que o diferenciasse de seus colegas!!!! digo ainda que falar que o ACOM são meios oficiais significa dizer que a instituição ciaga esta assim formando oficiais de orelhada não vamos degradar o nosso setor de ensino que vem a tanto formando e colocando oficiais de boa indole no mercado de trabalho,,, lembro ainda que nossa mão de obra tem e deve ser bem vista , mas não da forma que o amigo acima esta se colocando,ainda assim gostaria de saber se o mesmo chegou a bordo safo sem que prescisasse de ajuda para alcançar seu presuposto cargo que hj deve ocupar digo ainda o ACOM e uma conquista não nos deixemos degradar curso visto com tão boms olhos de nossos superiores que répassam a nossas vistas as regras pela qual se deve andar!!!!! lembro ainda que a marinha do brasil tem em sua formação a hieraquia e disciplina acredito sim no poder do ensino e na capacidade de se aprimorar!!! ao dizer que uma categoria não esta apta para se elevar de carreira significa dizer que o pais esta retornando aos velhos tempos onde quem nascia com condiçôes de estudar assim o faziam e quem não tinha tais posses ficavam de lado a ver navio pela sociedade!!!! não voltemos a essa época lembro ainda que estamos no século da revolução profissional!!!!vamos viver este momento e não deixar que o mesmo se passe de forma a aproveita-lo !!!!!

  5. Concordo!!!! Para exemplificar, quando estive no CIAGA 2 meses atras, existe um marítimo fazendo APMA que deve acabar mês que vem, ANALFABETO!!! É isso mesmo que vocês leram!!!! ANALFABETO!!! Não sabia nem escrever o nome direito…. ESTA CORRETO????

  6. SOU ORIUNDO DO ACOM ENÃO ME ENVERGONHO,JA CARREGUEI MUITO OM ORINDO DA EFOMM NAS COSTAS,MUITAS VEZES ESTAVA EU DORMINDO E ELES ME ACORDAVAM PARA SAFAR O LADO DELES.
    MEDO DE SER SUB CHEFE NÃO TENHO HOJE ESTOU NA FINARGE E ESTOU MUITO BEM

    • Luiz
      Não vejo isso como “carregar nas costas”, mas sim ajudar o colega. Já fui muito acordado e já acordei os outros também, quando trabalhamos a bordo isso acontece. Trabalhamos como um time, não há outra forma de se trabalhar, queiramos ou não. Não é isso que faz de você um profissional melhor ou pior do que outro. Talvez, isso faça de você um profissional comprometido com a empresa, pois muitos simplesmente não desceriam no meio do sono mesmo que estivesse pegando muito. Diria até que você seria um profissional comprometido com o colega que estava lá pegando tempo, se você não tivesse afirmado aqui que o “carregava nas costas”. Fica até chato se os colegas que te acordaram lerem isso aqui, já pensou nisso? Talvez você tenha se expressado mal.
      Ninguém disse aqui que é uma vergonha ser oriundo de ACOM. Eu ainda acho que esta abertura somente na navegação interior e nada é a mesma coisa. Uma vergonha mesmo.
      Deveriam abrir sim para o ACOM subir na carreira, por que não? Desde que se use o mesmo peso e a mesma medida no APMA, nada mais justo. O profissional tem que acompanhar o curso e ser aprovado assim como todos os outros, sou completamente contra qualquer tipo de “coxação” para qualquer aluno de qualquer curso. A receita é simples: assiste a aula, presta atenção, pega um bizu ou outro, usa de seus conhecimentos profissionais práticos, faz as provas e é aprovado.
      Dar o título de Oficial para o profissional e não permitir que ele cresça simplesmente porque fez ACOM, que é o que acontece hoje, na minha opinião, é, além de tudo, discriminação.
      Eu pensava diferente até conhecer dois profissionais que de certa forma marcaram minha carreira positivamente: o 2OM Almir, lá de Itajaí, que trabalhou comigo como CDM na época (melhor que boa parte dos 2OM que eu conheci na condução de uma Praça de Máquinas) e o 2OM Aldenor Andrade, oriundo também do ACOM, da Subsea 7 que dispensa comentários. Quem trabalha com ele sabe do que estou falando. Aliás, só pelo fato de uma empresa do quilate da Subsea 7 ter mandado e segurado ele durante o curso, já mostra a qualidade do cara.

  7. Quando se cursa uma faculdade e se vai cursar uma outra, sua grade escolar é comparada e algumas matérias são dispensadas em razão de não ter a necessidade de se estudar o q ja se viu antes, então dependendo do curso q um oficial oriundo da EFOMM for fazer, com certeza ele terá reduzido seu tempo escolar neste novo curso. Mas o q eu questiono é o seguinte: Não é o analfabeto q deve ser tomado por base, mas o q tem capacidade, q tem escolaridade e q também tem a experiência. se a Marinha erra em dar uma carta a um analfabeto, não deve errar tb por não dar ao q sabe, ou seja, ao q tem a escolaridade desejada? e se não sabe o suficiente, q se ensine, q se dê a oportunidade. alguém pode estudar p ser médico aos 60 anos e não o pode para ser um Oficial de Marinha Mercante em razão de ter a idade avançada, ou por ter sido um subalterno. ABSURDO!.
    A EFOMM também forma a reserva da Marinha e isto não está em questão, são coisas diferentes.
    Quanto aos quatro anos, devemos lembrar q faz pouco tempo eram tres anos, em breve pode vir a ser cinco anos. afinal quanto tempo é necessário para se formar um oficial? O Brasil precisa e temos “a prata da casa”.

  8. Boas pessoal, sou do ACOM e muito me orgulho, vim sim de subalterno e estou chegando a oficial com meus meritos, sempre vi a maioria dos oficiais do EFOMM descriminando os oficiais do ACOM e ASOM, mas acredito que e somente por medo, isso mesmo MEDO. chegam a bordo com 4 anos de estudo, mas zero de experiencia, puxam o saco quando estão estagiando ate do marinheiro pra safar o lado dele, mas depois do estagio que pisar, não são todos pois aquele oficial que realmente aprendeu alguma coisa no EFOMM não faz isso. E digo mais, vão levar muitos anos para ter a bagagem dos CDM’s que estão ai com 10, 15 ou 20 anos de profisão, quando o bicho pega de verdade ate choram. Para aqueles oficiais do EFOMM que estão ai a mais de 5 anos tiro o chapeu, mas para estes macacuandos que estão chegando agora……da licença, primeiro aprende e pega a nossa bagagem, depois vem falar de igual para igual.

  9. Se ao contrario tivermos humildade a vida seria muito melhor,uma equipe trabalha em conjunto,seus meritos sao o resultado do trabalho digno e honesto,nao existe tempo para criticas destrutivas.A autocritica e um grande passo para melhorarmos como pessoas e profissionais.

  10. Eu como marinheiro fluvial de maquina um dia eu chego lá mais a esperiência vou esta confortavio jeronimo amazonense.

  11. mauro bruce lee.
    acho que deveriamos respeitar os subalternos pois eles são os esteios dentro de uma embarcação depois do comandante. e os formados oficiais pelo ciaba e ciaga devem ser bastante humildes
    se querem ser grande pessoas.
    belem-pá,16 de dezembro de 2011
    as 05:55hs

  12. o que eu vejo a b0rdo dos navios da marinha mercante muita besteira e muita falsidade de muito oficiais e comandante querendo prejudicar os subalterno a bordo para aparecer bem na empresa entre ” e no final vai todos para o ins.eu sou uma vitima deles,se voce for alegre e bringalhão eles te puni desembarcando mellobombeador

  13. Olá;
    Me chamo Glauber de Holanda Régis, sou CZA.
    Minha capitania de origem é a CAPITANIA FLUVIAL DA AMAZONIA OCIDENTAL, conclui o CEFAC II na minha capitania de origem, manaus-am, em bélem -pa, no CIABA eu conclui os seguintes cursos, para barra fora; ESRS – ESPE – ECIN – EBPS, em minha CIR ja estão todas as etiquetas e meus certificados foram apenas emitidos pela minha capitania de origem, pois, os cursos são ministrados no CIABA-BELEM/pa…
    Uma duvida?
    Eu ja me informei e tanto no CIABA e tanto na CAPITANIA FLUVIAL DA AMAMZONIA OCIDENTAL, me informaram que eu como CZA e como minha CIR é sem restrinção, não preciso mudar minha categoria para barra fora/ maritimo, ou seja, altomaticamente eu ja me torno maritimo com esses cursos, os cursos que eu conclui no CIABA ja me qualificam para mar aberto?
    Caso contrario o que eu devo fazer?
    Pois ja tenho todos os cursos necessários para barra fora.

  14. Olá pessoal… pela primeira vez tenho acesso a esta coluna e lendo as respostas acima contida, tenho a dizer o seguinte: Sou oficial oriundo de ACON a 10 anos. Pelo tempo de serviço, minha formação e outros meios de me aperfeiçoar, DESAFIO AQUI OU EM DABATE, QUALQUER OFICIAL SEJA ELE DE QUE PATENTE SE INTITULAR, A DISCUTIR SOBRE CONHECIMENTOS DA PROFISSÃO SEJA LÁ A QUE NIVEL FOR. VOU PROVAR QUE CAPACIDADE NÃO SE DETEM DA FORMA COMO MUITOS ESTAO APREGOANDO. FICA EM ABERTO MEU DASAFIO. OBS: PODE SER COM TESTEMUNHAS QUE CONHEÇAM NOSSA PROFISSÃO. acdinniz@hotmail.com (ACDinniz)

  15. OI TD BEM COMANDANTES E COMANDADO O QUE EU VEJO NO MEU PONTO DE VISTA E QUE TEM MUITA GENTE QUE DEIXA DE SER PROFISSIONAL PRA SER PUXA SACO DE PATRAO E SE ESQUEÇE DE ONDE OS MESMO SAIRAM E QUANDO ESTAO DESEMPREGADO ELES FICAM UM CHEIRANDO O OUTRO MNA MAIOR FALCIDADE TEMOS QUE TER MAIS COMPANHEIRISMO E HUMILDADE POIS A ESTRADA QUE CAMINHAMOS SEMPRE SE ENCONTRAMOS E PRECISAMOS UNS DOS OUTROS.

  16. Falar a verdade ta virando bagunca tem um monte de fluvial embarcado em offshore ,e o pior e que as empresas que os contrata sabe da situacao deles,nao digo na area de oficiais mas principalmente na camara,mas se pode um pode o outro tambem ,vamos abrir o olho com essa situacao ok.

  17. SOU 1OM FIZ ACOM EM 2004 ESTOU COMPLETANDO O TEMPO DE EMBARQUE PARA SER OSM,FUI CDM 36 ANOS PRECISA FALAR NA MINHA ESPERIÊNCIA:ESTOU CHEFIANDO O QUE FIZ AVIDA INTEIRA NÃO ENTENDO POR QUE TANTA RECLAMAÇÃO DOS OFICIAIS QUE SÃO ORIUNDO DO ACOM,SER É TER MERCADO GARANTIDO.

  18. BN, pessoal! Oficiais do ASON e ACOM são realmente os verdadeiros oficiais, uma vez que os mesmos veem de carreiras brilhantes. Chegaram ali por méritos e não por piada.

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