Transpetro – Oficial de Náutica morre em incêndio no Diva

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A Transpetro informou que o oficial de náutica Rosynaldo Marques dos Santos morreu ao tentar combater um incêndio na praça de máquinas do navio Diva, a 46 km a leste de Maricá, região dos Lagos, na noite de domingo (18).

Por volta das 10h desta segunda-feira (19) o incêndio ainda estava sendo controlado pela tripulação, com o apoio de rebocadores deslocados para a região. O foco das chamas estava concentrado no compartimento da praça de máquinas, distante dos tanques de carga da embarcação.

A companhia informou que está prestanto assistência aos 32 tripulantes a bordo e à família do oficial Marques.

O navio havia passado por uma manutenção periódica no início do ano e operava normalmente desde então, atuando no transporte de óleo diesel para abastecimento a rebocadores da Bacia de Campos.

Uma comissão interna foi criada para investigar as causas do acidente. A Marinha do Brasil e as demais autoridades competentes foram devidamente comunicadas.

Ainda não se sabe o que teria provocado o início do fogo.

Com as informações – R7.com

Por Rodrigo Cintra

8 COMENTÁRIOS

  1. Realmente preder avida no trabalho exige manifestação da imprensa, mas mais ainda em mobilização da empresa na busca de solução EFICAZ para incêndios. Quantas vidas mais poderiam ser salvas, sem contar os acidentes que não entram nas estatísticas.

  2. Quando se inicia um incêndio na casa de máquinas, geralmente existem springlers que pulverizam água, para dar tempo para a saída das pessoas, e, em seguida há fechamento e estanqueidade do local, para injeção de CO2 e extinção do incêndio. Antigamente se usava o gás halon, que tem a característica de retirar o oxigênio do ambiente. Nos dois casos, o horror dos comandantes sempre foi fechar ainda com algum tripulante dentro da casa de máquinas, condenando a morte o retardatário. Hoje já existem produtos inócuos a saúde humana, que misturados a água, encapsulam o combustível abafando o fogo e não permitindo a reignição do combustível derramado. Com sua utilização há um aumento de tempo de evacuação e combate mais efetivo do fogo, aumentando a possibilidade de não haver vítimas e maiores danos. Fica o alerta as autoridades assim como a solidariedade a família da vítima.

  3. gostaria de falar áos companheiros que eu,estive e acompanhei a obra do NT DIVA,enquanto esteve na china,e posso comprovar que foi a maior obra que eu já pude presenciar,e posso garantir que o comandante Sampaio é um dos mais experientes comandantes da frota.Por isso,tenho certesa que,conhecendo a tripulação em questão,e todos os amigos que lá estavam,acredito fielmente que todos os esforços foram feitos para a extinção e controle do incêndio,e que o óbito de nosso companheiro foi uma total fatalidade.só nos resta agora orar e pedir pela família do nosso amigo, e ainda nos coincientizar que os exercícios a bordo,só servem para evitar fatos como este………

  4. COMO TODO NAVIO DE COMPANHIA BRASILEIRA QUESITO MANUTENCAO SEMPRE FICA PRA TERCEIRO PLANO AI FICAM AS DUVIDAS :
    O SISTEMA DE CO2 , FUNCIONOU ? FOI ACIONADO? BEM PROVAVEL QUE ALGUEM DA TRANSPETRO TELEFONOU PARA O INMARSAT DO NAVIO PROTELANDO OU ATE IMPEDINDO O ACIONAMENTO DO CO2 POIS SABEMOS QUE ISSO CUSTA E MUITO , TAMBEM NAO SERIA NENHUMA NOVIDADE SE O SISTEMA NAO TERIA FUNCIONADO OU POR FALHA NO SISTEMA OU ATE POR DESPREPARO. JA TRABALHEI EM UMA EMBARCACAO DE OUTRA EMPRESA BRASILEIRA QUE GASTA MUITO COM PROPAGANDA E POUCO COM MANUTENCAO, PASMEM AO SER CHAMADO PARA FAZER REPARO EM UM VASAMENTO DE GRANDE PORTE DE OLEO BUNKER DENTRO DA PRACA DE MAQUINAS O COMANDANTE DISSE PRA NAO MANDAR O RELATORIO POIS TEMIA QUE A CAPITANIA PRENDESSE O NAVIO E QUE SE JA ESTAVA COM O VASAMENTO A QUASE 1 ANO NAO IA SER AGORA QUE IA DAR NADA ERRADO, DISSE QUE A COMPANHIA SO CONTATOU PARA QUE O CHEFE DE MAQUINAS FICASSE MAIS TRANQUILO POIS NAO AGUENTAVA MAIS AS SOLICITACOES DE REPARO . E QUE O NAVIO ESTARIA A CAMINHO DE UM ESTALEIRO NA CHINA PARA UM REPARO (QUE JA ESTAVA PROGRAMADO PARA OUTUBRO DE 2011) MESMO ASSIM MANDEI O RELATORIO A DIGNISSIMA COMPANHIA ELES RETORNARAM DIZENDO QUE COMO O VASAMENTO ERA MUITO PEQUENO NAO ME PREOCUPASSE POIS VAPOR DE OLEO BUNKER NAO TRAZ NENHUM RISCO A SEGURANCA, REALMENTE TUDO MUITO LINDO , MAIS NAO ERA VAPOR E SIM CERCA DE 0,5 LITRO POR MINUTO DE BUNKER VASANDO POR CIMA DO TANQUE DENTRO DA PRACA DE MAQUINAS GRACAS A DEUS NADA ACONTECEU A ESSA EMBARCACAO (AINDA NEM SAIU DE AGUAS BRASILEIRAS PARA QUE UM DIA ELA CHEGUE A CHINA PARA O DEVIDO REPARO) MAIS AQUI NO BRASIL SO COLOCAM O PORTAO DEPOIS DO ASSALTO

  5. Infelizmente, a Transpetro apregoa tanto o investimento em segurança (Só para inglês ver…) e não cumpre nem faz cumprir as normas de segurança devidamente. Digo isso com conhecimento de causa, pois já fui “vítima” do “modus operandi” da Transpetro: o que importa é a execução do trabalho e a produção, o profissional é relegado ao último plano. O único penalizado é acidentado e sua família. Se há morte, o profissional deixa de ser humano: vira estatística! Minhas condolências aos familiares do ofical morto.

  6. olá caro marcus.gostaria que todos os seguidores deste blog importantissimo, observasem como as autoridades militares”almirantes” se contradizem com tanta ingenuidade, como relata a materia que trata das marinhas:De acordo com o Comandante do 2°Distrito Naval (localizado na Bahia), Vice-Almirante Carlos Autran Amaral, os papéis da Marinha de Guerra (ou Marinha do Brasil) e da Marinha Mercante são compatíveis apesar de possuírem funções completamente diferentes. A Marinha de Guerra cuida exclusivamente da segurança naval, que compreende os meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, as bases e as posições de apoio, as estruturas de comando e controle, de logística e administrativa. Já a Marinha Mercante é o conjunto de navios, portos, estabelecimentos e tripulações que permitem o transporte marítimo de mercadorias e passageiros. A Marinha Mercante é a Marinha não-militar.

    Ao contrário do que parece, a Marinha Mercante não é, de forma alguma, subordinada à Marinha de Guerra. As atividades da Marinha Mercante são regulamentadas pela ONU (Organizações das Nações Unidas) através da IMO (International Maritime Organization), agência responsável por promover mecanismos entre governos, no que tange às normas relativas a assuntos técnicos que afetam o tráfego marítimo empenhado no comércio internacional, especialmente aquelas que tratam da segurança marítima e da prevenção e controle da poluição marinha produzida por navios.

    O Brasil é um dos Estados-Membros da IMO, devido à sua importante participação no tráfego marítimo internacional. O representante do órgão no Brasil é o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Júlio Soares de Moura Neto. O Comandante Autran explica que a indicação do Comandante da Marinha é autorizada pelo Ministério da Justiça e aprovado pelo Presidente da República.

    Segundo o Comandante do 2° Distrito, o fato de a Marinha do Brasil representar o órgão que regula atividades mercantes não indica subordinação entre as Marinhas. “O que compete à Marinha do Brasil está previsto na Lei Complementar nº 97/1999, que designa o seu Comandante para orientar e controlar a Marinha Mercante e suas atividades correlatas no que interessa à defesa nacional, sendo ele designado como Autoridade Marítima. Ou seja, é para garantir a segurança quanto à utilização do mar, protegendo-o da poluição”, afirma.

    ..é para morrer de rir ou chorar de tristeza ?

    abraços.
    silas/enf

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