O impacto do petróleo no meio acadêmico

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São muitos os aspectos que permeiam o aquecimento do mercado Offshore. Eu poderia e, de fato, escreverei aqui muitos artigos sobre o impacto desta efervescência mercadológica em cada uma de suas facetas. Uma das principais delas, é o meio acadêmico, que vem há tempos procurando se preparar para tirar o máximo de proveito desta área. 

O fato é que o mercado se abriu de uma forma nunca antes vista, oferecendo oportunidades douradas para toda uma variedade de profissões e criando profissões novas, inclusive, estabelecendo novas regras e criando novas tendências.

E você achando que era só isso…Hã…

Qual era o curso que se tinha que fazer para entrar no petróleo? Se superior, alguma modalidade da engenharia ; se técnico, algo na área da mecânica ou da eletrônica. Ponto. E hoje em dia, como é? São biólogos, médicos, fisioterapeutas, técnicos em segurança do trabalho, tecnólogos em construção naval, pintores navais, todos agora se encaixam muito bem na área petrolífera.

Esses “espaços” que foram criados em virtude do aquecimento do mercado estão sendo preenchidos dia após dia, e quem cuida disso é o meio acadêmico que, através da criação de novos cursos e investindo em cursos recentemente criados, consegue capacitar devidamente os profissionais para o abastecimento de pessoal nestas áreas.

O primeiro movimento da academia que notei nesse sentido foi quando a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) criou o curso de Engenharia do Petróleo, com apenas 25 vagas, a fim de formar profissionais para o embarque nas plataformas.

Politécnica da UFRJ: Engenharia do Petróleo tinha 25 vagas

Logo depois, a Universidade Estácio de Sá criou, também no Rio de Janeiro, o curso de “Graduação Tecnológica”, reavivando o título de tecnólogo, em Petróleo e Gás. A reboque, vieram vários cursos de Tecnologia voltados para o Petróleo, como os de Gestão Ambiental e Construção Naval.

Evento do final de 2010 criado pelo curso de Tecnólogo em Petróleo e Gás

O setor de Segurança e Saúde do Trabalho também cresceu com a ajuda do Petróleo, e os cursos de pós-graduação em Segurança do Trabalho,  QSMS,  Medicina do Trabalho, Enfermagem do Trabalho e Fisioterapia do Trabalho ganharam muito mais quórum, além, claro, dos cursos técnicos em Enfermagem e Segurança do Trabalho.

A procura pelas Escolas de Formação de Oficiais da Marinha Mercante aumentou vertiginosamente, mesmo não dando conta do recado. Lembro-me que, quando era aluno, a Transpetro ia nos “buscar” dentro da Escola, oferecia-nos uma gorda bolsa de estudos para que nós, ao fim do curso, fechássemos contrato com a frota. Até nós mesmos, do Portal Marítimo, já entramos nessa, promovendo visitas dos alunos a navios da subsidiária da Petrobras. 

No centro, com blusa verde, o Editor Executivo Rodrigo Cintra com alunos da EFOMM a bordo de navio da Transpetro

Hoje, posso dizer que existe em todas as esferas do mundo acadêmico (escolas de ensino fundamental, médio, cursos preparatórios, graduação e pós-graduação), uma consciência de que o Petróleo é o mercado mais promissor atualmente. Aposto, inclusive, que o Petróleo reduzirá significativamente a quantidade de pessoas que buscam as carreiras públicas, os “concurseiros”.

Hoje mesmo, recebi um e-mail que falava sobre a criação de um projeto intitulado Programa de Capacitação em TI Voltado para Soluções Aplicadas à Área Naval e Offshore, que é desenvolvido por docentes, técnicos e discentes da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), e conta com o aval e o
financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPQ). Tal projeto objetiva capacitar empresas e
profissionais de TI (tecnologia da informação) a suprir as demandas de
empresas da área naval e offshore.

Logo da FURG: Fundação Universitária Rio Grandense

Ontem, recebi um outro e-mail, falando da Maersk, uma das maiores empresas envolvidas no apoio marítimo, que vem criar um centro de capacitação de profissionais. A Maersk Trainning Brazil comissionará um centro aqui no Rio de Janeiro, que está sendo estabelecido para  o desenvolvimento pessoal dos profissionais da Indústria Naval Offshore Brasileira em operações incluindo manuseio de âncoras, drilling technology, posicionamento dinâmico, entre outras atividades.

Maersk Trainning: Centro será comissionado no Rio de Janeiro

Ou seja, existe um movimento sólido e sério em busca da qualificação da mão-de-obra. Este movimento extrapola, inclusive, as imediações das escolas técnicas e universidades. Como desbravadoras, as empresas, by themselves, estão criando oportunidades de lapidar e transformar os recursos humanos existentes.

Mais ou menos o que deveríamos fazer com o petróleo antes de exportá-lo…Fica a dica.

Um forte abraço, pessoal! Amanhã tem mais!

Por Marcus Lotfi

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