Alteração da DPC permite que BCO conte tempo de embarque

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Depois da publicação do último artigo, “Posicionamento Dinâmico e Controle de Lastro: Primo rico, primo pobre“, recebi de um leitor e amigo, o 1ºOM Jean Lacerda, uma informação muito importante. Trata-se de uma alteração recente da DPC na item 0125 da NORMAM 13, que dispõe sobre a contagem do tempo de embarque dos marítimos.

O documento transcrito diz o seguinte: “Agora, é permitido que o tripulante conte tempo de embarque para revalidação do certificado de competência (DPC-1031) em qualquer embarcação que esteja em serviço, desde que exerça cargo ou função a que está habilitado. Este cargo ou função inclui os serviços a bordo de plataformas (exceto as fixas), FPSO (Floating Production, Storage Offloading), FSO (Floating Storage and Offloading) e Navios-Sonda. Os Oficiais poderão exercer as funções de Gerente de Instalação Offshore, Supervisor de Embarcação, Operador de Controle de Lastro, Supervisor de Manutenção e Operador de Posicionamento Dinâmico.”

Ou seja, a partir desta alteração, a função de BCO não representa mais um obstáculo para aqueles que desejam pegar a carta de 1º Oficial de Náutica. Essa medida contribui muito para dar a essa função a importância crucial que ela tem no bom funcionamento das plataformas petrolíferas.

Good for you, buddy!

Outro aspecto importante é que esta alteração não abriu oportunidades apenas para os operadores de controle de lastro, mas para várias outras funções que estavam à margem da regulamentação neste sentido.

Acredito que esta mudança reflita em todo o contexto das atividades, mais especificamente na de BCO, que as empresas ofereçam melhores salários e melhor perspectiva de crescimento na função.

Outro dado importante foi a correção que fizemos. Você, amigo leitor, que vai consultar a NORMAM na íntegra, verá que no documento original há a sigla FSU (Floating Storage Unity). Bem, esta sigla não existe e se tratou de um erro do sindicato. Publicamos a alteração com a sigla certa, FSO (Floating Storage and Offloading).

FSO: É isso.

Na minha opinião, por algum tempo, tudo continuará como está. Vamos ver agora se esta alteração será cumprida como deve ser e se a Marinha do Brasil não vai oferecer obstáculos aos Oficiais de Náutica que desempenhem a função de Operador de Controle de Lastro. 

Deixo aqui meu agradecimento ao 1ºOM Lacerda pela informação e em nome da equipe do Portal Marítimo, queremos também enfatizar que o espaço está aberto a todos aqueles que, como o nobre oficial acima, desejam contribuir para o crescimento do nosso meio.

Um forte abraço, pessoal! Amanhã tem mais!

Por Marcus Lotfi

8 COMMENTS

  1. Sou 2on, embarcado em um rebocador com 374 tons de AB. na função de Comandante, será que essa mudança me favorece, quando na revalidação do meu ceritficado?.

  2. Muito bom. Só falta as intituições de ensino se alinharem ainda que tardiamente e esclarecer porque a IMO faz diversas exigências para os Oficiais que participam de COW – crude oil washing (navio), no entanto existe um vazio para FPSO´s que de acordo com a lei vigente permite que “técnicos” sem cursos técnicos realizem tal atividade como BCO´s. Um risco para o meio ambiente.

  3. as plataformas semi submersiveis conta tempo pra maquinas tambem?afinal o que é fixa(mexilhao,polvo)?
    fui a capitania dos portos do rio de janeiro e nem o oficial que estava la sabia esclarecer.

    obrigado

    Ednaldo

  4. NEWTON SANTOS .
    Na PETROBRAS só é permitido feser o curso BCO o profiscional que tenha curso tecnico com CREA, MECANICA ELETRICA .

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