A idéia de auto suficiência em petróleo virará história

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Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirma que as ações da empresa não darão retorno tão cedo ao investidor e, com isso, cria uma expectativa negativa para quem é investidor e aqueles que poderiam vir a ser futuros investidores.

A queda de 23,5% das ações em um ano pode estar identificando um outro fator que é importante. Perceberam que o Pré-Sal somente começará a gerar os primeiros frutos dentro de seis, sete anos, em média, em virtude das dificuldades de sua retirada e dos altos investimentos necessários a serem efetuados.

Essa observação já tinha sido colocada por especialistas na área que hoje, pelo preço negociado do petróleo, não compensa a exploração do Pré-Sal. O produto e seus derivados sairia mais caro para compensar tal investimento.

O fato é que estamos em uma crise emergente entre os Estados Unidos e a região do Euro e, para justificar tal investimento, haveria a necessidade de aumento do combustível internamente no país, gerando outros impactos, como a aceleração da inflação. Percebe-se que já existe um desgaste entre a Presidente Dilma Rousseff e Gabrielli.

O petróleo é uma commodity e, com isso, o preço internacional poderá ficar mais barato, não justificando a exploração nesse momento do Pré-Sal. A política governamental está novamente impactando em decisões estratégicas da empresa, prejudicando seus negócios e acionistas. Existe uma forte pressão da partilha do Pré-Sal pela distribuição de sua arrecadação aos diversos Estados da Federação. Outra característica é o impacto ambiental que, em momentos de crise, vai para dentro da gaveta. Como pensar sustentabilidade com política? Algo complexo a ser resolvido.

Com as informações – Reginaldo Gonçalves / Administradores

Reginaldo Gonçalves é Coordenador de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina.

Por Rodrigo Cintra

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