Rapidinhas da tarde

2
147
.
Eis as Rapidinhas. Petrobras qualifica irresponsavelmente vazamento na P-35 como algo “normal e rotineiro”, dinamarqueses com o olho em nossa Cabotagem e Anadarko fazendo queima geral de ativos no Brasil. E aí, quem dá mais? Vamo que vamo…

Petrobras comenta incidente – Sobre o vazamento de Co2 essa semana na plataforma P-35, na Bacia de Campos, com capacidade de pouco mais de 55 mil barris dia, Estrella declarou que foi um problema “de rotina e operacional” e que a unidade mantém a produção sem mudanças. Apesar de problemas em algumas unidades produtivas este ano, o executivo afirmou que a Petrobras trabalha para atingir a meta de produção média deste ano de 2,1 milhões de barris ao dia. A empresa vem operando nos últimos meses com média abaixo de 2 milhões ao dia. “Estamos brigando no nosso dia-a-dia. O E&P lida com incertezas e temos uma verdadeira briga diária”, afirmou. “Nosso objetivo é atingir a meta”.

Dinamarqueses de olho na Cabotagem – O Embaixador da Dinamanca no Brasil e uma comitiva formada por representantes da  A.P. Moller-Maersk, se encontraram com o Minsitro dos Portos, Leônidas Cristino. Durante a reunião, os visitantes mostraram interesse em investir no terminal santista de contêineres e granéis da Brasil Terminal Portuário (BTP), que está sendo construído na Alemoa. O Minsitro dos Portos elogiou o terminal da BTP em Santos, que segundo ele, além de bem elaborado é ecologicamente correto. Concorrendo no processo licitatório do Porto Novo de Manaus, os dinamarqueses afirmaram que estão atentos a todas as oportunidades de negócios do setor portuário. Um dos representates também demosntrou interesse pelo Projeto de Incentivo à Cabotagem (PIC), que está sendo desenvolvido pela Secretaria de Portos (SEP).

Anadarko faz queima total – A Anadarko Petroleum Corp está considerando a venda de alguns ativos no Brasil e contratou bancos para procurar compradores, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto. Citigroup, Morgan Stanley e Scotia Waterous estão aconselhando a Anadarko sobre a possível venda, disse a fonte. A Anadarko tem um portifólio grande e caro de campos marítimos para perfuração em áreas que incluem o Golfo do México e a África Ocidental, e poderia usar o produto de qualquer venda de ativos brasileiros para trabalhar sobre essas áreas. Anadarko, Morgan Stanley, Citigroup e Escócia Waterous se recusaram a comentar. O Financial Times, que primeiro publicou a possível venda, disse que os ativos podem valer entre 3 bilhões e 5 bilhões de dólares. Segundo o site da Anadarko, a empresa tem cerca de 1 milhão de acres no Brasil, incluindo projetos em águas profundas perto de descobertas existentes.

Por Rodrigo Cintra

2 COMMENTS

  1. Esse incentivo do SEP ao setor de cabotagem ocorre devido aos enormes investimentos por parte dos noruegueses. O ministro dos portos, Leônidas Cristino percebeu o grande investimento que o setor atrai. Com isso se dará início a um jogo de “interesses” e “politicagens”, ou seja, o que será um “freio” ao desenvolvimento no setor.

    Político não gosta de desenvolvimento, político gosta de quanto “investimento” será redirecionado as suas contas bancárias!

  2. A Anadarko só não decolou por falta de estrutura portuária offshore, pois os poços já encontrados, alguns pré sal tem óleo de ótima qualidade.

Deixe uma resposta