ANP prevê mais dois leilões até 2015

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A Agência Nacional do Petróleo (ANP) espera promover até 2015 pelo menos dois leilões com áreas do pré-sal, já sob o novo modelo de partilha, disse a Diretora da Agência Magda Chambriard, na abertura da Offshore Technology Conference, nesta terça-feira (04/10), no Rio.

A edição brasileira do principal evento mundial do setor de petróleo, que ocorre anualmente em Houston, nos Estados Unidos, não contou com a participação da Petrobrás nem do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).

Em apresentação a um público formado por representantes da cadeia fornecedora de óleo e gás, Magda estimou negócios de US$ 400 bilhões a serem encomendados até 2020 no Brasil, estimulados pelo pré-sal. Desse montante, segundo ela, US$ 9 bilhões serão investidos em Planejamento e Desenvolvimento, volume que praticamente triplica o investido entre 1998 e 2010, que atingiu US$ 3,2 bilhões.

A Diretora não quis comentar o adiamento da 11.ª Rodada da ANP – com áreas do pós-sal e ainda sob o antigo modelo de concessão – que estava previsto para ocorrer até o fim do ano. Ela lembrou que a ANP havia entregado ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em abril, a relação das áreas a serem ofertadas, portanto em tempo hábil para o leilão. “Foi uma decisão do governo e não da ANP.”

Sobre os leilões do pré-sal, ela destacou que a primeira área a ser leiloada deverá ser Libra, na Bacia de Santos, em que a ANP prospectou até 15 bilhões de barris. “A área havia sido desprezada pela Petrobrás e pelas outras empresas em leilões passados e coube à ANP ir lá, furar e encontrar este mega campo, assim como havia sido com Franco (área também em Santos, que a União repassou para a Petrobrás no ano passado, por meio da cessão onerosa, durante o processo de capitalização da estatal)”, alfinetou Magda.

Essa não foi a única provocação da diretora, bastante crítica tanto em sua apresentação quanto em entrevista, ao comentar que as empresas agora estão “muito criativas”, buscando alternativas para cumprir as regras de contratação de conteúdo local, depois que foram aplicadas multas pela reguladora. “Faço um mea-culpa. A gente deveria ter aplicado essas multas antes, para ver se a indústria se mexia antes para cumprir as exigências”, disse, referindo-se à multa aplicada a seis companhias, entre elas a Petrobrás, pelo não cumprimento de metas de conteúdo local acertados em contratos para a concessão de áreas na quinta e sexta rodadas.

Com as informações – Agência Estado

Por Rodrigo Cintra

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