Maestra fala sobre Cabotagem e prepara navio escola

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Com o ressurgimento da cabotagem há 12 anos, a Maestra se coloca com o quarto player do mercado brasileiro e tem planos de expansão definidos e a pleno vapor. De acordo com o Gerente de linha da empresa, Leandro Oliveira, o grupo adquiriu outros dois navios a sua frota, que agora somará quatro unidades e poderá operar na escala semanal.

“Compramos mais dois navios, um deles irá entrar em operação daqui duas semanas e o outro até o final de novembro. Estamos mudando as bandeiras, pois ambos eram estrangeiros, e assim nos adequamos as leis brasileiras de cabotagem”, explica Oliveira, durante evento na Câmara de Comércio Americana, Amcham. Outro dado em primeira mão para o Guia Marítimo é que as operações da empresa para Manaus começam esta semana.

O executivo afirmou também que o objetivo da empresa é operar no Mercosul e assim elevar a competitividade do setor por meio da redução nos tributos dos combustíveis. “Hoje os combustíveis para navios que operam em longas distâncias são mais baratos pois entram na categoria de exportações, assim, com o aumento da rota para outros países, poderemos ampliar a nossa competitividade, como fazem os principais players do mercado”, relata.

Atualmente, a cabotagem representa 14% dos meios de transporte de cargas no Brasil, enquanto a frota rodoviária é responsável por aproximadamente 75%. Contudo, Leandro explica que o governo brasileiro tem planos de elevar a participação marítima para 30% até 2020 e junto a outros meios, como o ferroviário, reduzir para 40% o transporte pelas estradas.

“Estamos em constante crescimento, a cada ano aumentamos em aproximadamente 10% o nosso tamanho”, pondera.

Para ele a principal barreira é a falta de mão de obra especializada no País, seguido pela bitributação no transporte de cargas e a inexistência de um banco de dados deste mercado.

“Fechamos uma parceria com a Ciaba, uma das duas escolas para formação de tripulantes e trabalhadores do setor. Para isso, reformamos um dos nossos navios e criamos camarotes próprios para aulas, ou seja, temos um navio escola. Assim, tentamos suprir os desafios de mão de obra. Além disso, estamos investindo na criação e uma terceira escola no País, com sede em Santa Catarina. Não há como falar dos problemas sem pensarmos em resultados, por isso, este é o nosso modo de vencer os desafios. O próximo passo é debater a OTM e reduzir a bitributação, tirar do quadro a lei 9611 e colocá-la em prática de alguma maneira e ao mesmo tempo, criarmos um banco de dados para saber onde estão os principais fornecedores e consumidores, para atingir os nossos clientes e angariarmos novos parceiros”, conclui.

Com as informações – Guia Marítimo

Por Rodrigo Cintra

12 COMENTÁRIOS

  1. Bons ventos para a Maestra,não promete… faz,com certeeza a comunidade maritima agradece a iniciativa “DESTA GRANDE EMPRESA”.

  2. Tenho 55 anos, sou contramestre há 15 anos, atualmente estou desembarcado e gostária muito de ter uma oportunidade de trabalhar nesta empresa pois só vejo futuro.
    Meus parabens a MAESTRA.

  3. Gostaria de saber que cursos serão ministrados neste navio-escola, e por que não termos um também aqui no RJ? A idéia é ótima, e será que já está tudo aprovado pela DPC?

  4. tenho um filho de 23 anos, o mesmo tem cursos de taifeiro e garçom e ensino médio completo. gostaria de saber se o mesmo tendo disponibilidade para viajar e fazer um dos cursos que a empresa oferece ou já tendo os cursos que possui a empresa aceita para compor o quadro de funcionário como marítimo.

  5. Gabriel Batista Ferreira – Sou Oficial Superior de Maquinas e sou um profissional atuante deste 1978, e vejo nesta empresa,um novo horizonte para a nossa cabotagem e cosequentemente mais empregos aos marítimos em geral. Parabéns e muito sucesso.

  6. Sou recem formado MOC, Estou atras de embarque. Tenho um amigo q trabalha na Maestra. Desejo muito tambem compor o quadro de funcionarios dessa empresa. ainda nao tenho EFNT mas tenho curso de ingles e tenho uma boa conversacao.

  7. Me formei pelo CIABA, instituição na qual vocês entraram em parceria, e quero uma vaga para POM – Praticante Oficial de Máquinas.
    Se puderem me dar uma resposta.
    Aguardo e agradeço desde já.

  8. Maceió,05/04/12

    Estou torcendo pela “Maestra Navegação”,pois amo Santa Catarina,estado progressistdo Sul.
    Gostaria de propor:registrar os navios em Navagantes.Bem sei que lá não
    há capitania,mas os barcos pesqueiros de lá,ostentam o nome da cidade.
    Retirar o registro “IMO” debaixo do nome Itajá,e levá-lo para a parte de traz
    da superstrutura.Será visto por todos.Como está,fica feio e não dar desta-
    que para o nome “Itajaí”.Navios-tanques da norueguesa “Stolt Tankers”
    que usa a bandeira da Libéria,faz assim como eu proponho.

    Cordialmente
    ,
    Adriel Batista Correia de Melo

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