Pré-Sal – Realidade, ou mais um ”trem-bala”?

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Jáder Ribeiro solta o verbo no site Observador Político e traz à tona mais esta questão. Depois do trem bala que não saiu do papel e aproveitando a discussão dos royalties, fica a dúvida em relação aos reais benefícios do pré-sal para os brasileiros comuns.

Vamos ao texto:

Pessoal.

Lembro que em um debate na campanha presidencial, José Serra afirmou que o Pré-Sal era coisa para no mínimo 10 (dez) anos, enquanto que Dilma Rousseff disse que o mesmo era uma realidade, que sua exploração já havia começado nas bacias tais e quais e ia trazer muitos benefícios para o povo.

Pois bem.

Muito se fala, e até com ufanismo, em “somos autosuficientes em petróleo” e agora temos o Pré-Sal.

Mas eu pergunto aos especialistas: qual o reflexo da autosuficiência para nós?
Pagamos a gasolina mais cara do Mercosul e ainda pagamos por uma grande mistura com álcool, ou seja, nós consumidores não sentimos qualquer benefício com a tal autosuficiência, se é que isso existe de verdade.

Além do mais, onde estão os benefícios imediatos que o Pré-Sal ia nos trazer?

Com as informações – Jáder Ribeiro / Observador Político

Por Rodrigo Cintra

7 COMENTÁRIOS

  1. Caro Jáder,

    Conheces qualquer pessoa de nível técnico sem oportunidade de emprego? Algum marítimo? Quantos estaleiros novos estão aparecendo no Brasil todos os dias?

    Realmente, não vejo nenhum efeito do Pré-Sal na minha chácara em Teresópolis.

    Por favor, quem não tiver fundamento, não escreva sobre o tema. Surpreende o Portal MARÍTIMO, que posta diariamente impactos positivos do boom offshore, e é claro do Pré-Sal, repercutir uma matéria idiota dessas.

    • Tiago

      A idéia é mostrar diferentes pontos de vista.
      Não tenho a mínima pretensão de instalar uma ditadura aqui no site.
      Achei o texto interessante por ir justamente contra tudo o que vemos na mídia.
      Abraço e obrigado por participar.

    • Depois de tudo o que aconteceu Tiago, lembrei desse post aqui. A Petrobras no buraco, o pré-sal como uma fantasia, a privatização de grande parte do projeto e, claro, o sem noção como vc que continuam defendendo o indefensável!

  2. A resposta do Tiago é interessante e, considerada em conjunto com a percepção do Jáder, levanta uma questão interessante: o “boom” da construção naval e da atividade marítima se sustenta se o Pré-Sal se revelar um engôdo? Qual o impacto social e econômico se não houver o retorno esperado de todos esses investimentos que estão sendo feitos? O que será de todos esses profissionais que hoje estão atuando no setor. Sem querer ser pessimista, creio que é necessário se considerar um “plano B” para o caso do Pré-Sal não ser esse “maná” que o Governo e a Petrobrás insistem dizer que é. Uma alternativa óbvia é o desenvolvimento da navegação de cabotagem e de cruzeiro no Brasil. Já há algumas iniciativas muito significativas na área da cabotagem, mas que ainda são, no meu entender, tímidas. Já na área de cruzeiros marítimos, o que se observa hoje é que armadores estrangeiros são os grandes beneficiários dessa atividade. Há investimentos importantes na infraestrutura para cruzeiros, mas o retorno será, em grande parte, colhido por empresas estrangeiras. Não seria interessante buscarmos o desenvolvimento desse setor por empressas brasileiras?
    Um dos fatores que dificulta o desenvolvimento da cabotagem e da navegação de cruzeiro com navios de bandeira brasileira é a carga tributária que incide sobre a mão de obra no Brasil. Em países onde a navegação foi devinida como sendo uma atividade prioritária há mecanismos de renúncia fiscal que, em alguns casos, chega a isentar do pagamento do imposto de renda de pessoa física marítimos embarcados. Assim o Governo poderia estimular a navegação brasileira sem onerar os armadores e melhorando as condições de atratividade para a carreira.
    Um abraço!

    • Ótima percepção, Urko. É por isso que fiz questão de expôr esta matéria aqui no portal.
      Com certezas há mais colegas com percepções tão boas quanto a sua, mas diferentes.
      Vamos debater, pessoal! Obrigado por participar.

  3. Thiago vou Falar por mim, conheço e gostaria de que me enviasse o canal para empregar cerca de 2.000 Mergulhadores Profissionais ( Nível Técnico ) que estão desempregados, sei que citou Marítimos, nesse caso os Mergulhadores São Aquaviários de 4ª classe fazendo parte dos Marítimos, conforme o SISAQUA. Temos também o problema da superlotação dos marinheiros auxiliares de convés, muito bem explicado aqui neste portal. Como venho do Offshore, mas não sou Engenheiro, a informação que tive em 2008 dos Engenheiros que trabalhavam direto no projeto é que a viabilidade para a retirada em escala comercial do óleo do pré sal é que levaria no mínimo uns 10 anos, mas sabemos que o Brasil precisa mostrar lá fora essa “fortuna” que possuímos, mas infelizmente temos que nos conformar que nossa tecnologia está por demais defasada e atrasada em vista da iniciativa Privada. Leia os Avanços da OGX ( Eike Batista ). Compreendo que da sua Chácara em Teresópolis fica difícil ter a impressão correta que só tem quem vem do “Chão da Fábrica”.
    * Não Considere as matérias contrárias aos seus pensamentos e gostos como IDIOTAS, pois vai dar a impressão em todo mundo que o idiota é Você!!! Sabemos que existe o lado da Verdade, o lado da mentira, os enganados, os alienados e os Manipuladores!!! Espero fazermos parte do mesmo Grupo!!!

  4. Acheia materia do Jader interessante e compartilho o mesmo sentimento. Gostaria de ver uma gasolina mais barata e de melhor qualidade. Sem falsa ideologia ou falso patriotismo. Estou torcendo pelo pre-sal, pela Petrobras e pelo Brasil, mas se toda essa riqueza nao se refletir em gasolina barata, empregos estaveis e consistentes e melhores condicoes para o povo com tudo o que o petroleo representa entao em meu ponto de vista nao valerah a pena – serah tudo apenas uma questao ideologica e politica.

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