Adernamento na SS 39 causou derrame de fluido de perfuração no mar

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O acidente de ante ontem na plataforma SS-39 (Alaskan Star) provocou o vazamento de 175 barris de fluido de perfuração, material poluente, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Operada pela Queiroz Galvão, a plataforma da Petrobras havia adernado na tarde de ante ontem após um incêndio. Retornou ontem à posição normal e estava sendo preparada para voltar à operação no campo de Albacora, a 139 quilômetros da costa de Macaé, no norte fluminense, informou a Petrobras.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi informado pela empresa do incidente, conforme previsto no Plano de Emergência aprovado no licenciamento ambiental. A Petrobras relatou o vazamento estimado em 175 barris de fluido de perfuração para o ambiente marinho. “Os fluidos sintéticos de perfuração são um material poluente. O descarte ao mar não é previsto, ocorre apenas de modo acidental. Como em todo acidente com vazamento de poluente para o mar, a empresa está sujeita às sanções cabíveis, a serem avaliadas ao final da resposta ao incidente”, disse o coordenador geral de Petróleo e Gás do Ibama, Cristiano Vilardo. Eventuais sanções seriam aplicadas à Petrobras, que é a responsável pelo licenciamento ambiental.

Em nota divulgada ontem, a empresa omitiu o vazamento do fluido sintético. De acordo com a Petrobras, a plataforma tinha apresentado uma pequena inclinação causada pelo volume de água usado para combater um princípio de incêndio que atingiu uma das suas colunas. Hoje, a energia foi restabelecida na plataforma. “Não houve vítimas entre os 102 profissionais que a trabalhavam na unidade, nem a necessidade de desembarcá-los”, informou a Petrobras.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) havia relatado o vazamento de pequena quantidade de fluido de perfuração, informando que vai investigar as causas do incidente.

Com as informações – Agência Estado

Por Rodrigo Cintra

4 COMMENTS

  1. Como bem dise meu amigo Fabiano Ossola, princípios de incêndio são combatidos com extintores portáteis, não com mangueiras de incêndio. Se houve uso da bomba de incêndio e a coluna foi alagada, das duas uma: ou não foi um princípio de incêndio ou então usaram mangueiras de incêndio sem necessidade.

    • Rodrigo,
      Fico com a primeira opção. Provavelmente não foi só um “princípio” de incêndio. Meu colega CFM Fabiano, foi bastante feliz e “didático” em suas colocações sobre o caso.

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