Executivos do Mar- Sérgio Bacci, da BRAM Offshore

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Nascido na cidade de Amparo, no interior de São Paulo, o Diretor Executivo da Bram Offshore, subsidiária do Grupo Edison Chouest, já atua há algum tempo em setores ligados à Marinha Mercante e à Indústria Offshore. Conheça Sérgio Bacci, torcedor do São Paulo, muito caseiro e aficcionado em Fórmula 1. Bacci também adora sair para jantar ou ir a um Teatro.

Sérgio Bacci já foi Secretário de Fomento do Ministério dos Transportes durante o Governo Lula, e tinha como atribuição renovar e expandir a frota de transportes no Brasil, mediante financiamento de embarcações construídas no País. Seu trabalho visava desenvolver o transporte marítimo internacional e nacional, seja ele de passageiros ou carga, apoiando os setores marítimo e portuário e, também, a atividade pesqueira.

O Sr Bacci foi um dos que elaborou a Lei 10.893 que, de forma participativa com empresários e trabalhadores, procurou contemplar, dentro do possível, o interesse de todos. Essa Lei trouxe grandes avanços, tais como a participação das partes envolvidas no Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante. Anteriormente, apenas o Governo participava. Após esta nova Lei, a taxa de juros dos financiamentos aos Armadores brasileiros que antes era de 4 a 6% ao ano foi reduzida para 2,5 a 5% ao ano. Além disso, ampliou os incentivos aos Armadores que façam a construção de navios no Brasil.

Sérgio Bacci quando Secretário do Ministério dos Transportes

Segundo o Executivo, a experiência que teve trabalhando em um órgão público pôde trazer muitos conhecimentos que puderam agregar muito a sua experiência administrativa. Bacci afirma que a grande diferença de se trabalhar em um órgão publico é que nele você só pode fazer aquilo que a legislação permite, enquanto na iniciativa privada é possível fazer tudo aquilo que a Lei não proíbe. Como ele já passou pelas duas experiência, podemos certamente considerar que Bacci hoje tem uma visão diferente e real do que é Governo.Bacci posiciona-se diametralmente contra a abertura de nossa cabotagem aos estrangeiros e possui três razões básicas para isso. A primeira se refere à questão de Soberania Nacional, pois em caso de conflito a Marinha do Brasil pode requisitar os navios mercantes de bandeira nacional para transportes de tropa se equipamentos. Além disso, abrir nossa cabotagem, segundo ele, não reduziria necessariamente o preço do frete. A terceira razão está na importância da manutenção do emprego, tanto dos trabalhadores brasileiros da Construção Naval como dos Marítimos que operam nossas embarcações.

Complementamos esta matéria com uma pequena entrevista:

PM – Entre o MT e a Bram, qual foi sua experiência? Você veio direto?

SB – Ao sair do Ministério dos Transportes, ao final do primeiro mandato do Presidente Lula, eu fui ser Diretor de Assuntos Institucionais do Grupo Libra (terminais portuários), onde fiquei 2 anos. Em Janeiro de 2009 vim para Bram Offshore.

PM – O que acha de nosso Intermodal hoje e como isso influencia nos custos da atividade de Apoio Marítimo?

SB – O sistema intermodal brasileiro ainda é muito incipiente, ainda há que se fazer muitos investimentos em ferrovias, hidrovias e rodovias , para poder baratear os custos de todas atividades inclusive de Apoio Maritimo.

PM – Fale-nos sobre o Centro de Treinamento da BRAM.

SB -Este é um projeto que está no nosso horizonte próximo, mas dependemos do espaço, que ainda estamos buscando, para poder dimensionar este Centro.

PM – Qual a importância do Capital Humano hoje na Bram Offshore?

SB – Quem conhece nosso Grupo sabe quem sempre buscamos dar o melhor para nossos colaboradores pois o capital humano é fundamental em nossas operações.

PM – Neste contexto do Capital Humano, que ações a Bram tem hoje para valorizar seu pessoal?

SB – Nosso grupo tem procurado atender às demandas dos nossos colaboradores garantido todos os anos, inclusive, um aumento real de salário. Ainda não assinamos o ACT por pura falta de vontade do Sindicato pois garantimos que nossos trabadores atuais e futuros terão o mesmo tratamento. Além disso, está em estudo também novos benefícios sociais que não posso adiantar ainda para não criar expectativa, mas que devemos anunciar em breve.

Particularmente admiro o Sr Sérgio Bacci, por atitudes e posturas assumidas que pude testemunhar e que mostram quão comprometido é ele com o capital humano da Bram Offshore, principalmente com os Marítimos da Empresa.

O Grupo Edison Chouest e seus funcionários devem orgulhar-se de ter um profissional com esta experiência e visão em seu Quadro de Executivos, pois certamente, com esse perfil, Bacci consegue como poucos desempenhar a árdua tarefa que é alinhar interesses e objetivos da Empresa com os de seus Colaboradores.

Um outro profissional que admiro demais e que hoje compõe os quadros de terra da Bram Offshore é o Chefe de Máquinas Isaac. Profissional de destaque, exemplo de caráter e postura. Em breve também falaremos dele aqui.

É um enorme prazer poder publicar esta matéria, que é apenas a primeira de muitas que serão feitas com Executivos de nossa área.

Agradecemos ao Sérgio pelas informações cedidas e pela pequena, mas esclarecedora entrevista.

Vamo que vamo!

Por Rodrigo Cintra

1 COMENTÁRIO

  1. queria parabenizar o portal pela matéria, e falar que concerteza Sérgio Bacci é uma ótima pessoa, tive o prazer de conhece-lo em ilhéus-BA,
    em um embarque que fiz por lá pela empresa, trabalhei na Bram mais infelizmente sai no ano passado, recebi uma proposta melhor e oportunidade de crescimento, algo que o Rh da Bram não me deu, tentei até falar com ele, maIs não deixaram, mais a vida segue,
    parabéns ao Sérgio que está fazendo um ótimo trabalho.

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