Especulações mostram suposta articulação de Gabrielli contra Foster

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Amigo pessoal do ex-presidente Lula, de José Dirceu e até recentemente comandante da empresa mais poderosa do Brasil, José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, está a ponto de explodir. Sua revolta tem um alvo: a sucessora Graça Foster, que, nas últimas semanas, tem feito críticas diretas e indiretas ao passado da estatal.

Primeiro, Graça criticou as “metas não realistas” da Petrobras e reduziu de 3,1 milhões para 2,6 milhões a estimativa de produção de barris/dia em 2016, além de ter cancelado projetos de várias refinarias. Isso deu espaço para que críticos da era Lula apontassem uma suposta “herança maldita” deixada pelo ex-presidente na estatal.

Agora, as acusações de “herança maldita” vêm sendo dirigidas ao próprio Gabrielli. Nota publicada na coluna Radar deste fim de semana usa esta expressão para se referir ao ex-presidente. Diz o texto:

“Cinco meses já se passaram desde que a Petrobras anunciou o resultado para a construção de 26 sondas de perfuração de petróleo. Um investimento monstro de 70 bilhões de reais. De lá para cá, no entanto, nada aconteceu. Os contratos, com as duas empresas vencedoras – a Sete Brasil (21 sondas) e a Ocean Rig (cinco sondas) – ainda não foram assinados. A demora, que impacta diretamente a capacidade de produção da Petrobras, está ligada a problemas com a Sete Brasil. É mais uma herança maldita deixada por José Sergio Gabrielli que está explodindo no colo de Graça Foster.”

Gabrielli está convencido de que essas notas têm sido plantadas por aliados de Graça Foster. Mais grave do que isso é um dossiê apócrifo, que começou a circular entre jornalistas, dando conta de que Gabrielli teria uma parceria informal com Eike Batista, dono da OGX – o que parece ser improvável, uma vez que, ao iniciar sua produção, Eike elegeu como alvo prioritário o próprio Gabrielli. “Ele disse que nunca iríamos tirar uma gota de petróleo”, disse o bilionário.

Hoje Secretário de Planejamento do Governo da Bahia, Gabrielli teme que o festival de críticas comprometa sua candidatura ao Palácio da Ondina, em 2014, na sucessão de Jaques Wagner. Outra decisão de Graça foi o corte de patrocínios na área cultural, como se, com Gabrielli, houvesse uma farra de distribuição de recursos, com critérios políticos.

Apreensivo, Gabrielli tem mantido reuniões com aliados e alguns já adiantam, na Bahia, que ele já prepara o troco contra Graça Foster. O ponto fraco da presidente da estatal tem nome e sobrenome. É Colin Foster, que, além de seu marido, é consultor na área de energia e já assinou mais de 40 contratos com a estatal.

Com as informações – Brasil 247

Por Rodrigo Cintra

2 COMENTÁRIOS

  1. tudo é só questão de conveniência seja de políticos ou empresários ou (políticos empresario) que nosso pais esta cheio . seria melhor colocar funcionarios de carreira e concursados. não a padrinhados (do grupo do INHO) .
    vergonha de pais brasil.
    vamos eleger mais um para nos representar??? SERÁ???

  2. O sr. Gabrielli sabe que, na Bahia, terra dos antigos coronéis, o jogo pode ser sujo…e o que a oposição baiana mais cita foi o uso da Petrobras na Bahia para cooptação de prefeitos para a aliança política formada pelo PT.

    Ele não precisa de notas oriundas de setores da própria Petrobras para ter seu desejo contrariado. A não ser que tenha contrariado alguns setores dentro da própria Petrobras. Afinal, ninguém bate recordes de permanência numa presidência de estatal, ainda mais a Petrobras, sem derrotar adversários no caminho. Veremos…

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