DPC, sindicatos e autoridades vão discutir o "Apagão Marítimo" em Brasília

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O risco de um “apagão” na navegação marítima brasileira será discutido no dia 2 de agosto, por duas comissões da Câmara: de Viação e Transportes; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. O debate será às 10 horas, no Plenário 11.

A ameaça vem da falta de mão-de-obra para operar navios, segundo o deputado Edinho Bez (PMDB-SC), que pediu a realização do debate. Ele é integrante da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Infraestrutura Nacional, grupo que já fez um diagnóstico do setor e previu que a marinha mercante, em breve, sofrerá com a falta de pessoal qualificado.

“Vamos levantar esses questionamentos e saber porque as pessoas não querem mais trabalhar nessa área”, diz o deputado. “Se não investirmos na área de infraestrutura, vamos estar proibidos de crescer. Estamos nos antecipando antes que o mal aconteça.”

Edinho Bez destaca um estudo feito a pedido da Petrobras Transportes (Transpetro) e divulgado no fim do ano passado. A pesquisa confirma o risco de paralisações futuras na navegação marítima brasileira por falta de tripulação.

De acordo com o ministro da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, o transporte aquaviário representa 3% do total do transporte de cargas no País. Segundo ele, a meta do governo para os próximos dez anos é dobrar a quantidade de produtos administrados em portos brasileiros, chegando a 1,7 bilhão de toneladas.

Além do ministro da Secretaria de Portos, foram convidados para a audiência pública do dia 2 de agosto:

– o Ministro do Trabalho, Brizola Neto;
– o Presidente da Transpetro, Sérgio Machado;
– o Diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza;
– o Diretor de Portos e Costas da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Júnior;
– o Diretor-Geral em exercício da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Tiago Pereira Lima;
– o Presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Bruno Bastos Rocha; e
– o Presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), Severino Almeida Filho.

Com as informações – Agência Câmara de Notícias

Por Rodrigo Cintra

10 COMENTÁRIOS

  1. cade a RN72 parece ate ET dizem que existe mais ninguém viu!!!
    cade o dinheiro do fundo da marinha mercante ta na
    poupança de quem?
    por que não utiliza este fundo para aumentar o numero de vagas nos escolas de formação da marinha mercante?
    em todas as áreas do ensino marítimo desde marinheiros a oficiais .
    e as eleições estão ai amigos vomos todos votar nulo e não votar em politico nenhum pois só querem o voto .
    voto nulo ou não vá votar!!
    todos juntos nesta campanha .
    voto nulo ou não ir votar!!!
    pois não pagam nossa diária na folga para ir votar!!!

  2. os marinheiros auxiliares de conves e maquina nau tei oportunidade nau porque vamos de oportunidade estas pessoas aumiranti de marinha mercante ta vamos acordar pesoáu

  3. Meu caro Sancler, estude um pouco mais. Fundo de Marinha Mercante não tem nada a ver com Ensino Profissional Marítimo! Por favor, não dê razão nem motivo aos vendilhões da pátria, que querem desnacionalizar a nossa M.M. Não me queira mal, apenas se informe um pouco mais, pois a luta já é dura com informação, sem ela fica pior ainda. Sds. Mercantes, de um velho mestre, que ainda sonha em manter os padrões atuais.

    • Compartilho com sua idéia. Em estudos meus, descobri que o FDEPM, em 2006, tinha reservas que poderiam expandir os dois Centros em terrmos quantitativos e qualitativos que poderiam triplicar em cada Centro a oferta de profissionais da área. Ocorre que o próprio Governo Federal, para justificar o “superavit primário”, vem contingenciando estes recursos por muitos anos, impedindo que a Marinha pudesse gerir e, pelo menos, investir em tecnologia nos CIABA e CIAGA e acompanhar a tecnologia embarcada atualmente. O q vemos hoje é briga de foice para liberação destes recursos e quando são liberados para os projetos de atualização de tecnologia dos dois Centros, já foram atropelados pelo tempo e a tecnologia embarcada já mudou. È briga de gato e rato. Penso que uma das questões que se deve levar a pauta deste ” black out’ na MM é a introdução do PIM (Período de Instrução no Mar), antigo programa ofertado da década de 80 mas importantíssimo para dar a primeira real visão da profissão (Náutica e Máquinas) e a própria adequação à vida no mar. Ou seja, no PIM separa-se o joio do trigo. Este período acabou em função da nossa MM ter tido uma avalanche na década de 90 e as poucas empresas, com seus poucos navios, já não conseguiam as vagas de acomodações nem para o PREST e assim terminou-se o PIM. Poderiamos verificar se há a possibilidade deste Período voltar no Off shore??? Há que se ter em mente que a vida a bordo não pode ser comentada nem explanada a não ser por aqueles que lá viveram ou ainda vivem sob o risco do cometimento de falácias, enganos e embustes com mais gastos do dinheiro público. Ora, antes de se pensar em aumentar o número de marítimos no mercado, não seria melhor pensar o que melhorar em termos de salários, folgas e etc… para o retorno gradual dos que desistiram da profissão (e não são poucos). Não seria mais barato a DPC, juntamente com as empresas, proporcionarem uma forma mais eficaz e rápida para o retorno dos marítimos que desistiram e estão querendo voltar?? Existem muitos q conheço q querem voltar mas o tempo despendido no ATON e ATOM é grande. Não seria melhor os Governos, e aí o Federal, Estadual e Municipal investirem nas hidrovias do nosso Brasil melhorando e ampliando o campo de trabalho e reduzindo custo no transporte pelo interior do Brasil??? Só quem viveu e vive a MM pode dizer ou pelo menos dar sugestões, mais ninguém!!!

  4. Nós já sabemos q isso é somente jogada dos armadores pra inchar o mercado, tornando a oferta numerosa para cair os salários. A velha lei da oferta e procura.
    Depois, eles vão naturalmente distratando cada vez mais o marítimo.Já tem muitos oficiais formados e bem capacitados, esse papo de criar mais turmas não cola mais.

    Me expliquem então pq tenho vários amigos de turma, maquinistas, desempregados. Mandam e-mail e não tem resposta alguma?

    A velha jogada politica esta para acontecer, sobrando dinheiro para políticos corruptos mercenários.
    Mas, eu tenho certeza total e absoluta que nosso líder sindical Severino Almeida Filho irá proteger nossos interesses enquanto houver esperança de vitória. A perseverança deste admirável líder é contagiante. Contamos com toda a forte e inteligente equipe do SINDMAR.

  5. Culpa é da TRANSPETRO!

    Ela quer trocar dignidade dos tripulantes por ideologia falida! No dia em que ela dobrar o salario e botar a escala 1×1, aí sim pode reclamar se faltar maritimo! pq essa empresa, salvo poucos barcos, já virou a maior pirangueira do país!

  6. CDM Evani Gomes concordo plenamente com vc companheiro Leandro quando a petrobras transpetro dar dignidade de vida para os maritimos ja mais faltara profissionas no mercado porque eles tem que brigam em Brasilia pela rn-72 e diminui a escala 1×1 e dobra salario ja mais faltara profissionas maritimos ja esta na agora da transpetro e sua diretoria se mexer o pre- sal esta a porta cuidado transpetro.

  7. Mais uma vez, vou repetir. Não falta mão-de-obra. Existe a vontade dos armadores na contratação de estrangeiros a quem eles possam pagar o que quiserem e manter embarcados por um tempo maior que o aceitável pelo trabalhador brasileiro.
    Acabei de ser demitido, após ter sido substituído por uma Oficial de Náutica Peruana (formada na Escola de Marinha Mercante do Panamá), no navio “Marcos Dias”, da Cia de Navegação Norsul. Ela pode ser Piloto, mas ainda estava escrevendo o Diário Náutico em “portunhol”, quando desembarquei. Fala exclusivamente o espanhol, nada de inglês ou português.
    De acordo com o Sindmar, nada pode ser feito, pois isso é decorrência dos acordos de reciprocidade do Mercosul.
    Pelo visto, essa reunião em Brasilia é somente para corroborar o que já está sacramentado, e sossegar a consciência dos responsáveis por essa invasão do nosso mercado.
    A DPC liberou CIRs e Certificados STCW, o Ministério do Trabalho liberou as CTPS e outro Ministério liberou a documentação para a legalização da imigração dos trabalhadores estrangeiros. Os sindicatos aguardam a sindicalização em massa desses trabalhadores, ao contrário do que acontece com os trabalhadores brasileiros. A Transpetro publica anúncios nos jornais de Lima, no Peru, desde 2010, pedindo “terceros o segundos Inginieros con o sin experiencia, para embarque en buques tanques.”
    Então, fazer o que?????

    Perguntei: “Vou ter que ficar de quatro e ser devidamente enrabado, sem poder chiar e ainda ter que gostar?”
    A resposta: “Sim, pois não podemos negar a eles (marítimos estrangeiros) nem sequer o direito de sindicalização”.

    A expressão chula, acima, foi usada por mim, em conversa com um dirigente sindical no seminário do Sindmar em Salinas, em 29 de junho passado, quando perguntei o que poderia ser feito quanto à ameaça da minha demissão, ainda não oficializada, na época.
    Pode ser censurada, se o mediador assim desejar, mas, como este informativo não é lido por freiras ou pessoas muito pudicas, gostaria que fosse publicada da forma como aconteceu.

    PS: Hoje, fui informado que a minha documentação da demissão está atrasada (foi sacramentada em 17/07), pois existem mais de 40 (QUARENTA) demissões sendo feitas, na Norsul.
    Vida que segue…

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