AEPETRO / BA – "Querem nossa Petrobras de volta"

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O foco não é o resultado da empresa nem a segurança e saúde dos trabalhadores. “Eles” precisam retomar a estrutura da empresa, principalmente neste ano, quando são eleitos os vereadores e prefeitos que ajudarão a eleger os deputados e governadores.

A mudança no modelo de gestão da Petrobras, saindo do loteamento de cargos pela republica sindicalista para uma gestão técnica não poderia agradar a gregos e troianos.

Desmascarados os resultados irreais da gestão de seu Zé, os trabalhadores, acionistas e cidadãos começam a entender o que é uma gestão temerária ou uma possível gestão fraudulenta em uma empresa como a Petrobras.

Juntos com os maiores e melhores poderes bélicos tentam reconquistar esta estrutura. Neste momento vale tudo, inclusive o uso de OPP (Orgãos Públicos Partidários) para parar unidades da Petrobras, quando o interesse pessoal precisa estar acima do coletivo, o adversário passar a ser um inimigo do estado.

Para entender a estratégia foi preciso conhecer o inimigo, pois como já dizia o ex-governador Octavio Mangabeira: “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”.

Por mais de cinco anos comunicamos diversas irregularidades que estavam acontecendo e que precisavam ser sanadas para minimizar as ocorrências de acidentes e doenças na empresa.

A questão é que quando se denuncia a transgressão de um artigo da CLT criado em 1943, como foi o caso do interstício entre jornadas de trabalho, na verdade são identificados vários agentes transgressores:

– A administração da empresa que tinha conhecimento e não cumpria;
– O representante sindical que se omitia a situação;
– E, pior, os órgãos de fiscalização, que como o próprio nome diz, deveriam
fiscalizar.

As denuncias eram negadas pelos principais agentes que deveriam defender os trabalhadores e garantir no mínimo o cumprimento da legislação:

– GÁS TÓXICO VAZA EM UNIDADE DA PETROBRAS (Dirigente Sindical nega vazamento).
– Petrobras reconhece que de três a quatro trabalhadores em 10 já tinham presenciado situações de assédio moral no ambiente de trabalho. Associada vence ação de assedio moral praticado por preposto da Petrobras. (SRTE emite nota técnica para o TRT negando a presença de assédio na Petrobras em Ação Civil Publica proposta pelo MPT).
– Trabalhadores e Receita Federal aguardam a 1166 dias Ação da STRE para reconhecer aposentadoria especial em unidade da Petrobras. (Numero do Processo 10580.000458/2008-02).

O problema é que para vencer uma batalha como esta, além de conhecer o inimigo é preciso se conhecer, mas quando o inimigo compartilha a gestão, ai, a chance é de no máximo 50%, segundo Sun Tzu.

Enquanto isto, ficamos sem aposentadoria especial e pagando fator previdenciário, brigando por níveis salariais e sem o dinheiro das ações relativas à hora extra da troca de turno.

Com as informações – AEPETRO Bahia

Por Rodrigo Cintra

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