Estaleiros – O novo grande desafio dos RHs das empresas

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Durante palestra na Navalshore 2012, Marcelo Carvalho, Assessor da Presidência do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore), debateu sobre o tema “Impacto na Formação de RH nos Estaleiros e a Curva de Aprendizagem”.

No encontro, Marcelo relatou sobre as questões que envolvem a contratação de funcionários no setor naval do país, a dificuldade encontrada pelo RH (Recursos Humanos) dentro do estaleiro quanto a qualificação profissional e os motivos que levam os jovens à buscarem uma carreira profissional na indústria naval.

De acordo com o palestrante, atualmente o setor naval abriga 62 mil trabalhadores dentro dos estaleiros brasileiros. No ranking de empregos por região, o Rio de Janeiro ainda é o grande “berço empregatício” deste setor, gerando 29.967 mil empregos no estado. Já o Amazonas, segundo colocado na classificação, apresenta 13.372 mil trabalhadores no setor. Em seguida, vem o Rio Grande do Sul com 6.174 mil trabalhadores e logo após está o Pernambuco, com 5.696 mil empregados. A boa remuneração também influência na decisão destes profissionais na carreira naval. “Hoje, o setor Naval propicia uma oportunidade de emprego única. Nós acompanhamos os profissionais de perto e visamos certificar a qualificação da mão de obra nos estaleiros”, afirmou Marcelo.

Segundo análise feita por Marcelo, a previsão é de que dez novos estaleiros em implantação no país venham a contratar mais de 21.500 pessoas até 2015. “Os desafios do RH nos estaleiros exige colaboração contínua das faculdades, sindicato, escolas técnicas e profissionalizantes, como o Prominp e Senai”, disse Marcelo.

Ao final da palestra, Marcelo citou sobre a legislação em vigor para o profissional da indústria naval, a chamada NR-34 (Norma regulamentadora) aprovada e implantada em dois anos de debates pela comissão tripartite formada pelo Sinaval, estaleiros, representantes de classe dos trabalhadores e auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego. A norma visa auxiliar o empregado do setor, viabilizar projetos de sustentabilidade e fortalecer as regras de segurança no trabalho.

Contribuições da NR-34 na segurança do trabalho em estaleiros

A Comissão Tripartite (CT) da Indústria Naval foi criada através da Portaria MTE nº 64 de 30 de Janeiro de 2008 e publicada no Diário Oficial da União de 31 de janeiro de 2008, tendo como atribuições, entre outras, elaborar diretrizes para a promoção da segurança e saúde no setor, assim como para a correta contratação de trabalhadores por tempo certo, propondo ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ações para a evolução das relações e condições de trabalho no setor e colaborando com a Secretaria de Inspeção do Trabalho na elaboração de roteiros de boas práticas trabalhistas.

Com as informações – PE Desenvolvimento

Por Rodrigo Cintra

 

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Acreditamos que parte das dificuldades dos RHs, poderiam ser otimizadas se ouver uma cultura de oportunidades para quem busca por uma vaga de emprego no seguimento marítimo ou portuário. Sabemos e respeitamos as experiências e conhecimentos exigidos pelos contratantes aos candidatos as vagas oferecidas, entretanto o candidato tem boa experiência e conhecimento em sua área de trabalho em outros segmentos indústriais, a partir deste ponto o ingresso a indústria marítima e portuária se torma um sonho de difícil alcance. Sou Técnico em Segurança do Trabalho e como muitos anseio por uma oportunidade nesta área, mas pela falta de oportunidade imposta pelas exigências na contratação não tive tal oportunidade. Acredito que a empresas e RHs, deveriam abrir um leque de oportunidades aos interessados, sei que bons profissionais as empresas deixam de ter por tais imposições. Deveria-se dar a oportunidade e assim o profissional dentro desta oportunidade poderia aprimorar-se, aperfeiçoando-se dentro da área e desta forma crescer juntamente com a empresa. Me coloquei a disposição para trabalhar como Auxiliar Técnico em Segurança do Trabalho, visando o ingresso na área naval ou portuária, acreditando desta forma adquirir os conhecimentos e experiências necessárias e para minha surpresa fui muito mal compreendido por pessoas ligadas ao RH, acreditando elas que eu estava buscando algo abaixo de minhas qualificações ou apelando, quando na verdade busco por imposições das empresas e do próprio RH. Independente de idade ou área de trabalho, as oportunidades devem ser dadas.

  2. A mídia é o responsável por isso também; Pois só falam que vão contratar soldadores, e esquecem de outras profissões importantissimas, como Montadores e caldereiros. Que digam de passagem, estão pegando a “laço”.
    Eu sou soldador, e digo com experiência própria; Ainda prevalece o famoso “QI” nesta área.

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