Amapá – Novas estratégias de prevenção ao escalpelamento de ribeirinhas em discussão

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Instituições que estiveram envolvidas na mobilização da terceira etapa do mutirão de cirurgias reparadoras em vítimas de escalpelamento, ocorrido nos dias 17 e 18 deste mês, no Amapá, se reuniram na última sexta-feira, 17, para discutir novas estratégias de prevenção de acidentes com o eixo do motor de embarcações de pequeno e médio porte na Amazônia.

A proposta é envolver o maior número de parceiros possíveis com o objetivo de reduzir ou erradicar esse tipo de acidente nos rios da região, com foco inicial para os estados do Amapá e do Pará.

“Desde 2011, o Amapá não registra nenhum caso de escalpelamento, porém as campanhas devem ser mais agressivas e ocorrer de maneira contínua, haja vista que ainda existe muita resistência de ribeirinhos quanto ao uso da cobertura do eixo do motor”, arrematou a Defensora Federal da União, Luciene Strada. coordenadora do Projeto de Erradicação do Escalpelamento.

Segundo ela, mesmo com as campanhas preventivas, os acidentes de escalpelamento continuam ocorrendo. O Estado do Pará já registrou dois casos de escalpelamento este ano e as vítimas estão recebendo atendimento médico no Hospital de Emergência, em Macapá.

Metas consensuais

A proposta, explicou a coordenadora, é definir metas consensuais de interesse dos dois estados, incluindo, inclusive, o reforço da bancada de deputados estaduais, federais e de senadores do Amapá e do Pará com o objetivo de sensibilizar o governo federal na efetivação de campanhas mais consistentes e contínuas de combate ao escalpelamento.

No Amapá, por exemplo, as ações de prevenção ao escalpelamento por embarcação acontecem por intermédio do PROAMAPÁ Saúde, envolvendo parceiros como a Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Secretaria de Estado de Inclusão e Mobilização Social (SIMS) e Associação de Mulheres Ribeirinhas e Vítimas de Escalpelamento da Amazônia (Amrevea).

O Secretário de Estado da Saúde, Lineu Facundes, que participou da reunião, ressaltou que a ideia é ampliar a campanha com a adesão de novos parceiros.

Entre as instituições governamentais que deverão compor as ações preventivas contra o escalpelamento destacam-se a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), entre outras públicas e privadas, que, por intermédio de seus acadêmicos, estariam disseminando a conscientização da população ribeirinha quanto os riscos iminentes de acidentes por escalpelamento em embarcações que navegam nos rios da Amazônia, com ênfase para os cursos na área de saúde, onde os acadêmicos assimilariam conhecimentos sobre o trauma do escalpelamento para lidarem com eventuais vítimas desses acidentes posteriormente.

Lineu Facundes citou que durante a reunião foi discutida também a utilização de uma mídia mais incisiva e permanente no enfrentamento ao escalpelamento.

“A intenção é sensibilizar os veículos de comunicação para uma atuação mais frequente nesse processo de conscientização da população ribeirinha, e não apenas em épocas dos procedimentos cirúrgicos”, observou.

Com as informações – Corrêa Neto

Por Rodrigo Cintra

 

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. A MARINHA devi tomar uma providencia , já possou da hora , orientar todos armadores de embarcação artezanal registra e criar procedimentos de proteção da CARDAM , eixo transmisor da rotação do motor para o elises , em seguida abri um processso, e responsabilisar todo custo do acidente . Não comsigo entender a falta de atenção das autoridades com esta situação.

  2. EU fiquei NÚ, dei sorte , A berbuda enrolou na CARDAM ei comesou a me pucha para baixo fiquei só de cueca , inesperiente tinha uns 15 anos. O motor diesel quando ser ver com peso ele aumenta de rotação ai meu vc só acha que vai morre . A CARDAM aida raspou minha perna na autura da cocha .

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