BP coloca seus ativos no Campo de Polvo a venda

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A inglesa BP decidiu vender sua participação no campo de Polvo, na Bacia de Campos, que produziu 16,3 mil barris de óleo equivalente (boe) no mês de junho. A BP tem 60% desse ativo, onde é sócia da Maersk Oil (40%). O negócio pode ser o primeiro em que se tem a oferta de um campo de petróleo já em produção no Brasil.

A única operação similar no país foi concretizada em maio de 2010, com a venda de 40% do campo Peregrino, da Statoil, para a chinesa Sinochem por US$ 3,1 bilhões. Mas nesse caso a área ainda não tinha entrado em produção, o que aconteceu só no ano seguinte, sendo que a operadora continuou a mesma.

No caso de Polvo, como a BP é operadora o comprador terá que ter licença de operador A (para águas profundas) na Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo fontes a par do assunto, a avaliação da BP é que esse ativo é menor do que ela gostaria. Polvo também é um campo complicado, com óleo de 19 graus na escala do Instituto Americano de Petróleo (API em inglês). Procurada, a BP não confirma a informação e diz que não tem nada a declarar. Contudo, depois de um período em que o negócio foi mantido em sigilo, o Valor apurou que já foi assinado um “plano de retenção” com os funcionários que trabalham diretamente em atividades relacionadas com Polvo.

Um data-room deve ser aberto em breve. Polvo veio junto com um conjunto de ativos que a BP comprou da Devon em 2010 em um negócio de US$ 7 bilhões que envolvia ainda dez blocos de exploração nas bacias de Campos, Camamu Almada e Barreirinhas. No pacote vieram áreas com descobertas no pré-sal como Wahoo (próximo do Parque das Baleias), Itaipu (na parte sul da Bacia de Campos e 17,6% do campo Xerelete. Esse último, na Bacia de Campos, está em fase de desenvolvimento da produção e teve a operação transferida da Petrobras para a francesa Total. Financiar o início da produção desses projetos pode ser uma das razões da decisão de vender Polvo.

Com as informações – Valor

Por Rodrigo Cintra

 

 

 

 

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