Navios passam a vez por falta de carga em Paranaguá

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Uma situação atípica vem contribuindo para formar a fila de navios no Porto de Paranaguá. Embarcações que aguardam para atracar no corredor de exportação abrem mão da vez de atracar por falta de carga. O problema começou a se intensificar na semana passada.

Nesta segunda-feira (27), durante reunião de atracação, foi decidido que um navio com apenas 30% da carga disponível voltaria para a espera depois de carregado com o produto disponível, até que o restante da sua carga chegue à cidade.

“Os navios vêm a Paranaguá sem estar com a carga negociada, porque eles preferem se posicionar aqui e esperar a chance de embarcar. Isso explica que esta fila é abstrata: o navio está aqui, mas não tem carga para embarcar. O fato de termos 33 navios aguardando não significa incompetência na nossa operação e esta situação comprova isso”, afirma o Superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino.

Há cerca de 20 dias, existiam 147 navios aguardando para atracar em Paranaguá. Hoje, são 98. Segundo Dividino, com o tempo bom e as medidas tomadas pela administração para agilizar a operação, diminuiu o tempo de espera dos navios ao largo e foi possível identificar quem está na fila sem ter a carga ainda negociada.

Rotina

Da última quarta-feira (22), até segunda-feira (27), 21 navios abriram mão da vez de atracação no Corredor de Exportação por não terem carga suficiente para embarcar. Com o tempo bom, o Corredor de Exportação embarca diariamente entre 60 e 80 mil toneladas, podendo chegar a uma capacidade máxima de escoamento de 100 mil toneladas por dia.

Na reunião de atracação realizada de sexta-feira (24), duas embarcações abriram mão da sua vez de atracar por falta de cargas. No dia 23, foram chamados quatro navios para que três aceitassem atracar e no dia 22, a situação foi ainda mais grave: 15 navios abriram mão de atracar em Paranaguá por falta de carga consolidada.

Nesta segunda-feira (27), estavam disponíveis nos armazéns que compõem o corredor de exportação 445 mil toneladas de grãos – sendo a maior parte deles composta pelo milho que está no pico do escoamento atualmente.

Com as informações – Agência Paraná

Por Rodrigo Cintra

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