Conheça os mais famosos restos de navios pelo mundo

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A ONU estima que há mais de três milhões de navios naufragados no fundo de nossos oceanos. No entanto, também não é incomum encontrar restos de naufrágios em diversas praias desertas e recifes de corais ao redor do mundo. Veja a lista reunida pelo site The World Geography.

Dimitrios, Grécia
Esse naufrágio ficou famoso por sua localização pitoresca, uma praia de fácil acesso próxima a Gythio, na Grécia. Existem diversos boatos sobre a origem do navio e como ele teria ficado encalhado na praia, mas o mais comum afirma que teria sido usado para contrabando de cigarro entre a Turquia e a Itália.

Dimitrios – Grécia

SS Ayrfield, Austrália
Esse navio de casco de aço, a vapor, de 1.140 toneladas e quase 80 metros foi construído no Reino Unido em 1911 e registrado em Sydney (Austrália) em 1912. O SS Ayrfield foi comprado pelo governo e usado para transportar suprimentos para as tropas americanas na região do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. O casco do navio está localizado perto da foz do Haslams Creek.

SS Ayrfield – Austrália

Eduard Bohlen, Namíbia
O Eduard Bohlen encalhou na costa da Namíbia Costa do em 05 de setembro de 1909. Atualmente, seu esqueleto está enterrado nas areias a mais de 400 metros do litoral. O navio de carga, que pesa 2.272 toneladas e tem 95 metros de comprimento, encalhou devido a uma neblina espessa e naufragou na baía da Conceição durante uma viagem de Swakopmund a Table Bay. Os locais dizem que o naufrágio simboliza a solidão da costa da Namíbia.

Eduard Bohlen

O rebocador de Vila Nova de Milfontes, Portugal
Esse navio rebocador encontra-se naufragado na bela praia de Vila Nova Milfontes. A população local afirma que o navio holandês, que era usado no contrabando de mercadorias, encalhou quando fugia da guarda costeira portuguesa.

Rebocador de Vila Nova de Mil Fontes – Portugal

Panagiotis, Grécia
O Panagiotis está enterrado nas areias brancas de uma enseada na costa de Zakynthos (Zante), entre as Ilhas Jónicas da Grécia. O Navagio (Naufrágio), local onde o navio se encontra, é uma atração turística valorizada no lado noroeste da ilha, e recebe milhares de visitantes anualmente. O Panagiotis foi construído na Escócia em 1937 e, provavelmente, era utilizado no contrabando de cigarros. Seu naufrágio, em 1980, parece ter ocorrido durante perseguição da marinha grega.

Panagiotis – Grécia

La Famille Express, Ilhas Turcas e Caicos
O La Famille Express é um barco muito enferrujada, que ficou preso em banco de areia na ilhas Turcas e Caicos há muito tempo. O navio está a cerca de 2 metros de profundidade e tem escadas improvisadas que permitem que os visitantes subam em seu casco.

Le Famille Express – Ilhas Turcas e Caicos

Loullia, Egito
O Loullia era um cargueiro panamenho, construído na Suécia em 1952. Seu naufrágio aconteceu em 29 de setembro de 1981, durante viagem de Aquava para Suez. A tripulação conseguiu abandonar o navio em segurança e seu casco é encontrado no topo do recife até hoje.

Loullia – Egito

Murmansk, Noruega
O navio de guerra Murmansk encalhou em 1994. A embarcação militar russa de 200 metros de comprimento tornou-se um marco. O Muemansk tem um design especial, pois foi projetado para ser algo entre um navio de guerra e um submarino.

Murmansk – Noruega

Naufrágio do Rio Suriname, Suriname
O navio do farol de aço, era utilizado como um barco a vela. Ele viajava da Holanda para o Suriname quando encalhou, em 1911. O barco abandonado perto do forte Amsterdam, no Suriname, está visível até hoje.

Rio Suriname- Suriname

Protector, Austrália
O Protector era um navio canhoneira encomendado e comprado pelo governo australiano em 1884 para defender a costa contra possíveis ataques russos. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi requisitado pelo exército dos EUA. Porém, o Protector sofreu uma colisão quando ia de Gladstone para a Nova Guiné e foi abandonado.

Protector – Austrália

World Discoverer, Ilhas Salomão
Escondido em uma baía remota das Ilhas Salomão, o naufrágio do navio alemão World Discoverer enferruja lentamente. Construído em 1974, serviu vários proprietários por mais de 25 anos. Em abril de 2000, o navio colidiu com um recife de formação desconhecido ao largo da Ilhas Salomão, no Oceano Pacífico. Pelo rádio, o capitão do navio pediu ajuda e os passageiros foram retirados de balsa. Ele ainda conseguiu mover o navio para a Roderick Bay, onde permanece até hoje.

World Discoverer – Ilhas Salomão

Olympia, Grécia
Este naufrágio está localizado em uma pequena baía de Livero na ilha grega de Amorgos. O navio encalhou em 1979, vindo de Chipre, sem nenhuma vítima. Um rebocador chamado Matsas Star tentou sem sucesso puxar o Olympia para fora do golfo e desde então este naufrágio faz parte da história da ilha.

Olympia – Grécia

Gallant Lady, Bahamas
O outrora magnífico Gallant Lady agora repousa pacificamente contra uma costa rochosa na paradisíaca North Bimini, nas Bahamas. Há décadas, o cargueiro zarpou de Belize, e foi jogado contra a costa durante uma forte tempestade. Atualmente graças a ação das ondas o navio já se tornou um esqueleto enferrujado, que completa a bela paisagem local.

Gallant Lady – Bahamas

Maheno, Austrália
O Maheno é o mais famoso dos naufrágios Fraser Island e se tornou uma atração turística. Construído em 1905, ele foi uma das primeiras embarcações com turbinas vapor. O Maheno seguia uma rota regular entre Sydney e Auckland até ser requisitado para se tornar um navio-hospital na Europa, durante a Primeira Guerra. Em 1935, o navio foi vendido para o Japão como sucata, mas ele não chegou ao destino final. O Maheno naufragou nas Ilhas Fraser durante uma tempestade.

Maheno – Austrália

Cabo Santa Maria, Cabo Verde
Cabo de Santa Maria é um cargueiro naufragado em 1968 na ilha de Boa Vista, em Cabo Verde. Os destroços do navio se tornaram um símbolo da região e uma fonte de inspiração para pintores, fotógrafos. O Cabo Santa Maria aparece em artigos, livros, guias e revistas e é parada obrigatória para turistas.

Cabo de Santa Maria – Cabo Verde

Com as informações – Terra

Por Rodrigo Cintra

7 COMENTÁRIOS

  1. muito bom o artigo.Eu particularmente sou um apaixonado por matérias envolvendo naufrágios.Todas que aparecem seja jornal ou documentário eu leio e assisto tudo. Parabéns pela matéria.

  2. Muito interessante.
    Conheço o rebocador de Vila Nova de Milfontes, aliás dois candeeiros do seu interior estão na minha casa e conheço o paradeiro da roda do leme, lol.
    A primeira vez que o vi ainda não tinha uma ponta de ferrugem e no geral estava em muito boas condições e encalhou porque teve problemas de motor e deu de caras com as nossas marés-vivas que o meteram na praia, nem a ancora nem as fortes correntes de aço que se mantiveram esticadas durante muito tempo pelo o mar adentro o conseguiram segurar.

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