Coreia do Sul – Naufrágio deixa 4 mortos e 291 desaparecidos

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Pelo menos quatro pessoas morreram e 291 estão desaparecidas após o naufrágio de uma balsa com 459 pessoas a bordo na costa meridional da Coreia do Sul, em sua maioria estudantes do ensino secundário que estavam de férias. O governo sul-coreano confirmou a morte de quatro pessoas, incluindo um estudante e uma mulher que integrava a tripulação, mas o balanço de vítimas pode aumentar consideravelmente.

“Temo que existam poucas possibilidades de encontrar com vida os que ainda estão presos dentro da balsa”, disse Cho Yang-Bok, um dos coordenadores das tarefas de resgate. Já durante a noite, os mergulhadores, incluindo um grupo das forças especiais sul-coreanas, ainda inspecionavam o navio com a ajuda de uma iluminação especial para tentar encontrar sobreviventes. Não se sabe o que levou a balsa a tombar fortemente para um lado antes de virar. “Estava tudo bem. Aí o barco fez ‘bum’, e houve um barulho de carga caindo”, relatou Cha Eun-ok, que na hora do acidente tirava fotos no convés. “O anúncio a bordo dizia para as pessoas ficarem paradas. Quem fez isso ficou preso”, disse ela em Jindo, a cidade mais próxima.

Em um primeiro momento as autoridades anunciaram que o barco transportava 470 e que 368 pessoas haviam sido resgatadas, mas depois retificaram as informações e confirmaram o resgate de 174 das 462 pessoas a bordo, explicou Lee Gyeong-Og, vice-ministro de Segurança e Administrações Públicas. As autoridades temem que centenas de pessoas tenham ficadas presas na embarcação, que virou e afundou perto da ilha de Byungpoong em apenas duas horas após o envio do primeiro sinal de socorro, às 9 horas locais (21 horas de Brasília, na terça-feira).

Imagens aéreas exibidas na televisão mostraram os passageiros com coletes salva-vidas em botes infláveis. Alguns escorregavam pelo casco da embarcação, totalmente inclinada, enquanto outros eram resgatados por pequenos barcos de pescadores. A balsa seguia para a ilha de Jeju, um complexo turístico muito popular. Entre os passageiros estavam mais de 300 estudantes e catorze professores de uma escola secundária de Ansan, uma cidade ao sul da capital Seul, que estavam em férias. Pelo menos 78 resgatados eram estudantes.

“Sinto uma dor profunda ao ver que estudantes que estavam em uma viagem sofreram este acidente trágico. Quero que coloquem toda a energia em sua missão”, disse a presidente Park Geun-Hye durante uma visita ao centro de coordenação de emergências em Seul. Os pais dos alunos se reuniram na escola de Ansan à espera de notícias e tentavam entrar em contato com os filhos. Várias pessoas foram resgatadas por barcos de pesca e navios mercantes que estavam na região antes da chegada da guarda costeira. Também participaram no resgate mergulhadores e forças especiais da marinha. “Há muito barro na água e a visibilidade é muito escassa”, disse o vice-ministro.

A balsa, uma embarcação de 6.825 toneladas, zarpou do porto de Incheon na terça-feira à noite, mas começou a registrar problemas depois de percorrer 13 milhas (20 quilômetros), diante da ilha de Byungpoong. As causas do acidente são desconhecidas, mas alguns sobreviventes afirmaram que a balsa parou de repente, como se tivesse encalhado, apesar das condições meteorológicas favoráveis.

O barco inclinou mais de 45 de graus e em seguida virou quase por completo. Apenas uma pequena parte ficou de fora da água. A temperatura da água era de 12 graus centígrados. O tráfego marítimo entre a Coreia do Sul e suas múltiplas ilhas é muito intenso e os acidentes são raros, mas em outubro de 1993 quase 300 pessoas morreram no naufrágio de uma balsa.

Fonte: VEJA  (Com agências France-Presse e Reuters)

Por Rodrigo Cintra

1 COMENTÁRIO

  1. A probabilidade de sobrevivência dessas 291 pessoas desaparecidas é quase nula. Porém, espera-se que sejam resgatadas com vida. É uma pena que a tecnologia não tenha evitado ou amenizado as consequências desse acidente. As embarcações deveriam sair dos estaleiros com mais dispositivos que levem a salvar vidas.

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