Explosão de painel elétrico na P-56 paralisa produção

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P56

Dois petroleiros sofreram queimaduras de primeiro e segundo graus, durante a explosão de um disjuntor em um painel elétrico da plataforma P-56, na Bacia de Campos, na manhã desta quarta-feira (20). Houve um princípio de incêndio, debelado pelos trabalhadores com o uso de extintores de CO2.

A geração de energia caiu e a produção na unidade ficou paralisada até às 14 horas. Randerson Gomes, 46 anos e Marcus Vinícius Rocha de Almeida, 30, ambos técnicos de manutenção elétrica foram desembarcados em Macaé no final desta tarde para tratamento no Hospital Público Municipal (HPM), que é referência para queimados na região.

Os técnicos de manutenção elétrica Randerson Gomes, 46 anos, e Marcus Vinícius Rocha de Almeida, 30 anos, são funcionários da Petrobrás e fazem parte da equipe que foi deslocada à plataforma para realizar mudança no sistema de aterramento do painel. As causas do acidente ainda não são conhecidas. Uma hipótese é a de falha no disjuntor. Raderson Gomes sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus nos dois punhos enquanto Marcus Vinícius foi atingido na mão direita. O diretor do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, vai representar o sindicato na comissão de investigação do acidente.

Vazamento na P-25

Graças ao trabalho de contenção e a sorte, o vazamento de gás lift na plataforma P-25, no Campo de Albacora, na Bacia de Campos, na tarde do dia 11 não se tornou uma repetição da tragédia como a ocorrida no navio FPSO Cidade de São Matheus, onde um vazamento seguido de explosão causou nove mortos e 26 feridos. O acidente mortal aconteceu em fevereiro deste ano e ainda está bem recente na memória dos petroleiros e sindicalistas. Segundo o diretor do Sindipetro-NF, Marcos Frederico Dias Breda, como os ventos estavam fortes, o acidente mesmo grave, não teve proporções mortais. O vazamento provocou a parada na produção da plataforma por mais de quatro horas, devido o risco de explosão.

Segundo relatório técnico, por volta das 14h30, os petroleiros detectaram o vazamento de gás lift, utilizado na produção de petróleo. Mesmo após o fechamento das válvulas permaneceu um vazamento residual na unidade. De acordo com informações da empresa, no entanto, a emergência foi controlada. Por ser altamente volátil, o gás não teve seu volume vazado mensurado. Segundo Breda, do Sindipetro-NF, o local que apresentou o vazamento era semiaberto e permitiu uma boa ventilação, evitando tragédia maior.

De acordo com informações obtidas pelo sindicato junto aos trabalhadores, a linha de quatro polegadas estava visivelmente deteriorada e não suportou a pressão do gás. A plataforma conta com 178 trabalhadores a bordo. A força de trabalho chegou a ser mantida concentrada em grupos nos pontos de reunião. Não houve trabalhadores atingidos.

O Sindipetro-NF registrou no livro do Spie (Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos) a ocorrência e agora designará um fiscal para compor a comissão de investigação para apurar “mais um caso de insegurança”, segundo nota sindical.

Fonte: Sindipetro NF

Por Redação

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