Estaleiro Mauá demite 1000 funcionários

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Mil trabalhadores receberam a carta de demissão - Foto: Evelen GouvêaO Estaleiro Eisa Petro Um (Mauá) na Ponta da Areia em Niterói, demitiu nesta terça-feira (dia 23) mil operários, de um total de cerca de 3.600 segundo informou o Presidente do o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha.

O sindicalista explicou que em reunião nesta terça com os representantes do estaleiro Eisa, uma empresa do grupo Sinergy, controlador do Estaleiro Mauá, para realizar as construções dos navios petroleiros encomendados pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, afirmaram que as demissões foram necessárias porque não tem mais recursos.

“Os representantes da empresa me falaram que dentro de uma semana não teriam mais dinheiro nem para pagar as refeições dos trabalhadores nem pagar o salário no fim do mês” disse Rocha.

Funcionários foram surpreendidos pelas cartas de demissão pela manhã - Foto: Evelen Gouvêa
Funcionários foram surpreendidos pelas cartas de demissão pela manhã – Foto: Evelen Gouvêa

De acordo com o Sindicato, o Eisa já fez três dos últimos quatro navios que tinham sido encomendados pela Transpetro. O estaria sem recursos estaria com dificuldades para construir o quarto navio e teria solicitado revisão dos preços junto à estatal. Mas outro problema seria que o Eisa está com dificuldades para conseguir garantias reais para obter um financiamento bancário para poder iniciar as obras de um outro contrato da Transpetro com encomenda de mais oito navios.

“Sem recursos não tem o material para dar início aos novos navios e com isso eles (a empresa) argumenta que fica difícil manter os trabalhadores. A situação é muito grave, pois é mão de obra qualificada que acaba se perdendo” destacou Rocha.

Procurado o Estaleiro Eisa Petro Um, não retornou.

Fonte: O Globo / Fotos: Evelen Gouvêa

Por Redação

3 COMENTÁRIOS

  1. Na verdade foram 1.000 funcionários só no dia 23. No entanto uma nova lista saiu no final do dia 24, o que elevou as demissões a número não sabido. Especula-se pelo número de pessoas impedidas de entrar no dia 24 que cheguem a 1.400 demissões.

    Também não é verdade que o Estaleiro tenha concluído a fabricação de três dos quatro últimos navios encomendados. O estaleiro entregou apenas um deles. Outros dois cascos foram lançados mas encontram-se em fase inicial de montagem dos equipamentos sem que nenhum teste de performance tenha sido efetuado. O último casco ainda está em fabricação na carreira.

    Acho ainda importante ressaltar que na mesma semana em que o estaleiro deixou de pagar 30% do último salário de todos os seus funcionários ( situação já regularizada), o Grupo Synergy perdeu a licitação para compra da TAP, quando oferecerá 250 milhões de Euros pela estatal portuguesa. O que me faz pensar que o problema do Mauá não seja necessariamente econômico. Bastaria reverter o dinheiro da malfadada operação comercial ao Estaleiro e pelo menos os problemas financeiros estariam resolvidos.

  2. A verdade é que a construção naval no Brasil só é um bom negócio enquanto a Petrobrás está bem.

    Quando não, não vale a pena desviar recursos de outras empresas para salvar um empreendimento que já nasceu destinado à fechar assim que acabassem as encomendas da estatal.

    A atual conjuntura econômica apenas antecipou algo que já era previsto pelos especuladores travestidos de empresários.

  3. fecha esse estaleiro porque la e tudo ruim comida salario os chefes na area sao tudo semi analfabeto um monte de tecnico com o diproma compra do acha que sao donos os quardas da patrimonial falta dar na nossa cara ladentro e os policiais la dentro nos intimida toda hora se recramar de qualquer coisa errada que eles fazem com a gente toma justa causa.

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