Lloyd’s Register declara grande mudança na Construção Naval para 2030

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A tecnologia marítima que será desenvolvida em 2030 propiciará uma rápida combinação entre diversos desenvolvimentos de vários ramos da Ciência que vão transformar consideravelmente o design dos navios.

Esta tecnologia vai criar processos e operações através da integração de software, hardware e pessoas, conforme divulgado pela Lloyd’s Register (LR)’s através de seu relatório Global Marine Technology Trends 2030.

O relatório foi emitido após um trabalho de cooperação entre a Lloyd’s Register, a Universidade de Southampton e a QinetiQ, uma empresa especializada em defesa. Ele avalia cuidadosamente o impacto de dezoito tecnologias que transformarão o design de navios, o uso do espaço oceânico e poder naval devido ao fato de que o conhecimento dos oceanos é um fator essencial para garantirmos o futuro do planeta.

Navios terão o mínimo de interação humana
Navios terão o mínimo de interação humana

As dezoito tecnologias em questão são sensores, robótica, propulsão / geração de energia, processamento de dados, desenvolvimento de navios inteligentes, tecnologia avançada de materiais, tecnologia avançada de fabricação, sistemas autônomos, construção naval, geração sustentável de energia, gerenciamento de energia, captura / armazenamento de carbono, biotecnologia marítima, guerra robótica/eletrônica, mineração oceânica, interação humanos/computadores, comunicação e aumento do potencial humano (human enhancement/augmentation).

O relatório mostra dois grupos principais de tecnologia – aqueles que vão transformar o espaço de construção e projeto de embarcações, levando assim ao avanço nos aspectos de construção naval, propulsão, geração de energia e  desenvolvimento navio inteligente; e os que são responsáveis ​​pela segurança, desempenho operacional e comercial, como processamento de dados , materiais avançados, sensores, comunicações e robótica.

A LR serviu como o parceiro principal em relação às partes desse relatório relacionadas à navegação comercial e enfatizou oito tecnologias que vão contribuir para a transformação de navegação comercial: processamento de dados, robótica, propulsão e geração de energia, sensores, navios inteligentes, materiais avançados e tecnologias relacionadas à comunicação.

Tom Boardley - Diretor Marítimo da Lloyd's Register
Tom Boardley – Diretor Marítimo da Lloyd’s Register

O relatório mostra cenários com navios que portam a tecnologia TechnoMax e foi feito levando-se em consideração quatro grandes setores do Mercado Marítimo: graneleiros, conteineros, petroleiros e gaseiros. Esses cenários não são apenas conceituais, mas dão indicações para o potencial de consumo máximo de tecnologia, o que é consideravelmente relevante quando se trata desses quatro setores do Mercado Marítimo.

Segundo o relatório, os navios TechnoMax serão orientados por grandes bancos de dados, são mais inteligentes, possuem opções flexíveis de gerenciamento e distribuição de energia a bordo, causam menos impactos ambientais, são conectados através de satélites globais e serão totalmente conectados via rede sem fio (wireless) a bordo.

Eles vão exigir algumas mudanças fundamentais nos aspectos da construção, design, gestão da cadeia de fornecimento e operação . Os navios TechnoMax serão produzidos por construtores navais que dominam avançados níveis de tecnologia. Os navios tendem a ser encomendados e operados por armadores interessados em aumentarem sua competitividade e suas políticas de responsabilidade social.

“Da forma que andam as coisas, o transporte marítimo é mais propenso a evoluir mais rapidamente que os demais setores. Esta evolução tende a ser desigual e, uma vez que 2030 não está tão longe assim, acreditamos que a Indústria Naval será transformada significativamente até lá”, comentou o Diretor Marítimo da Lloyd’s Register, Sr. Tom Boardley .

Por Rodrigo Cintra

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