Petrobras rescinde contrato com Odebrecht

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Dentro de seu programa de reduzir os gastos ao máximo, desmobilizando todos equipamentos que forem possíveis, a Petrobras rescindiu com a Odebrecht Óleo e Gás um contrato de afretamento da sonda de perfuração ODN Tay IV, que só venceria em 2019.

A Odebrecht Óleo e Gás confirmou ter recebido uma Notificação de Rescisão Contratual da Petrobras, referente aos contratos de afretamento e operação da unidade de perfuração offshore ODN Tay IV. A companhia informou que está analisando os termos para decidir seu posicionamento.

– Estamos considerando alternativas, e ainda temos 90 dias para decidir – disse à Reuters a vice-presidente financeira da Odebrecht S.A., Marcela Drehmer.

“Os demais contratos de afretamento e operação de sondas junto à Petrobras seguem inalterados, garantindo altos índices de performance, atestados pelo próprio cliente.” Atualmente tem seis outras sondas em operação afretadas à Petrobras.

A Petrobras informou que em relação á sonda ODN TAY IV, “os contratos foram rescindidos com base em fundamento contratual expresso”. A Petrobras destacou ainda que vem cumprindo seus contratos na forma como celebrados.

BÔNUS EM QUEDA LIVRE

Enquanto isso, o Grupo Odebrecht S.A. lida com o fraco desempenho dos bônus da Odebrecht Óleo e Gás, de US$ 2,2 bilhões , emitidos pela Odebrecht Offshore Drilling, que têm sido afetados pela possibilidade de devolução de uma das quatro sondas que fazem parte do pacote de garantias do financiamento. Neste ano, a cotação desses papéis já caiu mais de 50%, segundo dados da Reuters.

O grupo informou nesta quinta-feira que está buscando alternativas, incluindo novo afretamento de sondas ou devolução de algumas delas, mas descartou que esteja buscando uma renegociação de dívidas de todo o conglomerado, que soma aproximadamente R$ 88 bilhões.

“Não faz sentido mencionar uma negociação consolidada em nome do Grupo Odebrecht”, afirmou a companhia, em nota à Reuters.

Segundo o conglomerado, apenas os negócios do grupo que possuem receitas e fluxos de caixa atrelados ao dólar podem captar dívidas na moeda americana. E, com exceção dos papéis da Odebrecht Óleo e Gás, os demais bônus de empresas do grupo não são alvos de “reestruturações neste momento”.

Segundo a executiva, o conglomerado está tomando medidas para ampliar sua posição de liquidez, incluindo contenção de novos investimentos no Brasil e otimização da estrutura do grupo. Algumas empresas da Odebrecht, por exemplo, passaram nos últimos meses a usar várias áreas de suporte da holding, como jurídica e administrativa.

Enquanto isso, operações no exterior têm ganhado força e já representaram 52% das receitas consolidadas da Odebrecht no primeiro semestre, ante 49% em 2014.

Fonte: O Globo (Ramona Ordonez)

Por Redação

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