Rapidinhas – suave…

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Rapidinhas!!!!

Petrobras em corrupção na Noruega, sindicatos inertes e menos investimentos da construção naval. Até tentamos dar uma boa notícia, mas tá brabo… Sim, elas voltaram.. As rapidinhas.. nem tão rápidas assim…

Pizza de Bacalhau – O escândalo de corrupção na Petrobras atingiu a Noruega, onde a polícia revistou a sede da empresa Sevan Drilling. O jornal econômico Dagens Naeringsliv (DN) informou que as autoridades suspeitam que a empresa “pagou importantes quantias em subornos para garantir contratos com a Petrobras”. De acordo com a Sevan Drilling, controlada pela Seadrill, os contratos foram assinados entre 2005 e 2008, na época em que a empresa integrava a Sevan Marine, especializada em serviços offshore. No Brasil, as suspeitas sobre a legalidade dos negócios da Sevan Drilling no país surgiram no fim de junho. A empresa se antecipou e contratou uma auditoria de um escritório de advocacia, que entregou o relatório na sexta-feira. O documento afirma que “é mais provável (que improvável) que tenham acontecido pagamentos irregulares para a atribuição de contratos”, segundo o DN. Mais de um mês se passou e nenhuma novidade apareceu.

Inércia sindical – Associados dos diversos sindicatos marítimos reclamam da inércia da entidade perante a atual perda de postos de trabalho em massa. As embarcações estão deixando o país em massa e a entidade não se posiciona a respeito dos bloqueios. A categoria cobra movimentação e atuação efetiva junto às autoridades para que se procure mudar algo em relação ao velho problema da circularização e bloqueio, porém, enquanto Armadores e Autoridade Marítima buscam diversas soluções, as entidades permanecem mais interessadas em quem continua empregado e contribuindo mensalmente (e compulsoriamente) com elas. Defendem a construção de navios aqui, mesmo com prazos de entrega praticamente impraticáveis, como única solução. Resultado da  República Sindical em que vivemos onde sindicatos estão alinhados com a máquina pública para que esta arrecade infinitamente e retroalimente os mesmos, mesmo isso não se revertendo em benefício de verdade para o país.

Menos recursos para a construção naval – A redução das importações verificada em 2015, principalmente após a disparada do dólar, trará reflexos negativos também para a construção naval brasileira, ainda que de forma indireta. Enquanto no ano passado a arrecadação do AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) totalizou R$ 9,40 milhões, tudo indica que este ano o total apurado será expressivamente mais baixo. Até setembro último, o recolhimento não chegava a R$ 2,47 milhões enquanto que a previsão total para este ano é de R$ 9,8 milhões. O resultado do ano passado já indicava uma queda, embora insignificante. No ano anterior o total arrecadado somou R$ 9,90 milhões. Já em 2012 o total apurado somou R$ 7,68 milhões.

Por Rodrigo Cintra

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