Alta do petróleo puxa Bovespa

0

bovespa

Alta do petróleo e perspectivas positivas para a economia local levaram o Ibovespa ao maior patamar em dois anos hoje. O índice fechou em alta de 1,54%, para 60.254 pontos. Trata-se do maior nível desde 5 de setembro de 2014, quando encerrou em 60.682 pontos. O maior patamar deste ano havia sido alcançado em 8 de setembro, em 60.231 pontos.

O petróleo deu as cartas no mercado brasileiro e puxa Petrobras, que subiu com forte volume financeiro. Os barris já subiam pela manhã, quando foram divulgados dados da indústria que sustentaram os ganhos. Os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos caíram em 2,976 milhões de barris na semana passada, para um total de 499,74 milhões de unidade

As ações da Petrobras ficaram entre os destaques de alta do Ibovespa e, juntas, movimentaram R$ 1,140 bilhão, ou 20% do índice, que girou R$ 5,6 bilhões. Os papéis PN subiram 3,99%, para R$ 14,58, e os ON avançaram 3,14%, para R$ 16,10. No caso das preferenciais, foi o maior patamar do ano.

O analista Raphael Figueredo, da Clear Corretora, diz que pela primeira vez desde julho, o barril de petróleo Brent rompeu a barreira dos US$ 51,20, saindo de um cenário baixista. O barril encerrou em alta de 1,95%, para US$ 51,86. O economista Ignácio Crespo Rey, da Guide Investimentos, afirma que o cenário local também ajudou no tom positivo do mercado hoje. “O quadro doméstico fiscal tem sido mais positivo. Mudamos nosso call de bolsa para uma visão mais positiva há dois meses e continuamos com essa visão”, diz.

O economista Ignácio Crespo Rey, da Guide Investimentos, afirma que o cenário local também ajudou no tom positivo do mercado hoje. “O quadro doméstico fiscal tem sido mais positivo. Mudamos nosso call de bolsa para uma visão mais positiva há dois meses e continuamos com essa visão”, diz.

Entre os fatores positivos de hoje está o fato de alguns partidos da base governista terem fechado acordo a favor da PEC dos gastos. Além disso, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência para o projeto de lei que altera regras para a regularização de recursos mantidos no exterior, a chamada repatriação.

Em relatório de estratégia de ações brasileiras de 3 de outubro, o Credit Suisse manteve sua visão market weight (em linha com o mercado) para as ações brasileiras, no contexto da América Latina. Segundo os analistas Andrew Campbell e Octavio Tanganelli, os setores preferidos são os ligados a crescimento doméstico, apreciação do real e taxas menores.

Fonte: Aline Cury Vampieri / Valor Econômico

Por Redação

Deixe uma resposta