Barril do petróleo tem maior alta em 14 meses

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Os futuros do petróleo fecharam no melhor nível em 14 meses nesta segunda-feira, apoiados pelos comentários otimistas do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e do ministro da Arábia Saudita sobre a possibilidade de um congelamento da produção da matéria-prima.

O petróleo WTI para novembro, negociado na Nymex fechou em alta de US$ 1,54 (3,09%) a US$ 51,35 por barril, o melhor nível desde o dia 15 julho de 2015. O Brent para dezembro avançou US$ 1,21 (2,33%), encerrando a US$ 53,14 por barril, na ICE, em Londres.

Hoje, Putin declarou apoio aos esforços internacionais para limitar a oferta do petróleo e impulsionar os preços. Putin deu o sinal mais claro até agora de que o governo de Moscou pode participar das movimentações para congelar ou mesmo cortar a oferta no mercado global da commodity. O presidente da Rússia está em um fórum de energia na Turquia, onde grandes exportadores da commodity estão reunidos. Eles devem se encontrar esta semana para tentar fechar um acordo para limitar a oferta do petróleo.

Além disso, o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, disse estar otimista de que grandes produtores de petróleo conseguirão chegar a um acordo final para reduzir a produção da commodity até novembro, quando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fará sua reunião de cúpula. Ele também afirmou que um aumento nos preços do barril de petróleo a US$ 60 não era “impensável”.

Ainda que o petróleo tenha acelerado com os comentários, os céticos continuam a apontar que as conversas em Istambul não significam necessariamente um acordo que vai ser alcançado, enquanto que outros participantes do mercado questionam a eficácia de um corte na produção por membros da Opep, uma vez que ainda existem países que querem elevar sua participação no mercado, como o Irã, por exemplo. A reunião oficial da Opep está marcada para o dia 30 de novembro, quando as autoridades de petróleo disseram que os detalhes de um congelamento da produção podem ser acordados.

Fonte: Estadão

Por Redação

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