Statoil anuncia novos investimentos no Brasil

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Há 15 anos atuando em território nacional, a Statoil tem o Brasil como centro de sua estratégia de crescimento internacional. Em visita ao país, o CEO global da companhia norueguesa de energia, Eldar Sætre, reafirmou a importância estratégica do Brasil no portfólio da empresa e declarou que ele está entre as áreas consideradas chaves para a priorização de investimentos nos próximos anos.

− O Brasil se encaixa perfeitamente nas prioridades e capacidades da Statoil. É aqui que temos atividades em toda a cadeia de valor, da exploração à produção, e onde está o maior campo que operamos fora da Noruega, o Peregrino − explica Sætre. − A recente aquisição de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, demonstra nosso compromisso com o Brasil, onde já investimos mais de US$ 10 bilhões nos últimos anos.

Até hoje, os principais investimentos locais da Statoil foram direcionados para o campo de Peregrino, na Bacia de Campos. E o retorno é expressivo: em cinco anos de operação, ele já ultrapassou a marca de 100 milhões de barris produzidos.

Eldar Sætre - CEO da Statoil
Eldar Sætre – CEO da Statoil

Nos próximos anos, boa parte das atividades internacionais da empresa se concentrará no Brasil. Entre elas estão uma grande campanha exploratória na Bacia do Espírito Santo e a segunda fase de Peregrino, que entrará em operação em 2020 com uma terceira plataforma integrada ao campo. Esta última adicionará 250 milhões de barris em reservas e prolongará a vida útil do ativo.

Além disso, a norueguesa está em fase de desenvolvimento e avaliação do bloco BM-C-33, na Bacia de Campos. É lá que está a descoberta gigante de Pão de Açúcar, avaliada em mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente em reservas recuperáveis.

Tradição e compromisso

Os motivos para a Statoil celebrar seus 15 anos de operação no Brasil não param por aí: a companhia acaba de anunciar dois grandes acordos com a Petrobras. Um é para a aquisição de 66% da participação da petroleira brasileira como operadora no bloco offshore BM-S-8, na Bacia de Santos. O outro é um memorando de entendimento (MoU, do original em inglês memorandum of understanding) para avaliar a participação conjunta em futuras licitações das áreas de exploração e expandir a colaboração em upstream nos campos nas Bacias de Santos e de Campos.

De acordo com a Statoil, a área adquirida da Petrobras inclui uma parte substancial de Carcará, uma das maiores descobertas de petróleo do mundo nos últimos anos, e torna a companhia norueguesa a terceira maior força do setor no Brasil. O reservatório abrange tanto o bloco BM-S-8 quanto áreas não licitadas ao norte, que deverão fazer parte de uma rodada de licitação prevista para 2017. A empresa estima que os volumes recuperáveis dentro do bloco BM-S-8 estejam na faixa entre 700 milhões e 1,3 bilhão de barris de óleo equivalente.

− Estamos desenvolvendo uma empresa forte no Brasil, com um portfólio diversificado, produção expressiva, oportunidade de exploração de alto impacto e excelente potencial para criação de valor no longo prazo e geração de caixa − lista Eldar Sætre.

Atualmente, a Petrobras e a Statoil são parceiras em 13 blocos para exploração ou produção – 10 no Brasil e três no exterior. Por meio do MoU assinado no final de agosto, as empresas anunciaram que continuarão sua aliança estratégica na área de exploração de petróleo, com a intenção de definir oportunidades no polígono do pré-sal das Bacias de Santos e de Campos. Elas também pretendem captar valor com o uso de tecnologias e a simplificação das atividades operacionais. O MoU tem um horizonte de dois anos, e negociações definirão as atividades conjuntas a serem realizadas.

− Este MoU reflete o nosso compromisso de longo prazo com o Brasil e é resultado da nossa forte e longa relação com a Petrobras. A colaboração com parceiros como a Petrobras, uma empresa conhecida por sua expertise técnica e conhecimento profundo sobre uma das nossas principais áreas estratégicas, representa uma excelente oportunidade para nós. Esperamos que isso resulte em um significativo potencial de criação de valor para ambas as partes − afirma Sætre.

Competitividade é palavra-chave

O Presidente da Statoil no Brasil, Pål Eitrheim, reforça a importância do país para a empresa, mas destaca a necessidade de mudanças relacionadas aos marcos regulatórios do setor, que estão em discussão no Congresso.

Pål Eitrheim - Presidente da Statoil no Brasil
Pål Eitrheim – Presidente da Statoil no Brasil

Entre os temas que mais atraem a atenção da companhia norueguesa estão a revisão da regulamentação para conteúdo local, o fim do operador único no pré-sal, a extensão do regime aduaneiro Repetro e a promoção de novas rodadas de licitações.

− O Brasil tem um desafio de competitividade a enfrentar, mas as mudanças necessárias estão ao alcance do governo. A Statoil vê com bons olhos todas as recentes iniciativas para tornar o ambiente de negócios no Brasil mais flexível e competitivo, tanto em custo quanto em qualidade, com a finalidade maior de trazer mais desenvolvimento para a indústria nacional − finaliza Eitrheim.

Por Redação

2 COMENTÁRIOS

  1. Meus comentarios vão para as declarações do Sr.Pal Eitrheim que declarou que entre os temas que mais atraem a atenção da companhia norueguesa estão a revisão da regulamentação para conteúdo local, fim do operador único do pré-sal,a extensão do regime aduaneiro Repetro e a promoção de novas rodadas de licitação.
    Hoje temos empresas que estão executando serviços de plataformas fora do Brasil, deixando centenas de técnicos brasileiros do setor de construção naval desempregados. É intenção da Statoil aproveitamento dessa mão de obra?

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